Vila-franquenses propõem mudanças no Colete Encarnado


Com cerca de 150 participantes, a sessão de reflexão/debate sobre o futuro do Colete Encarnado promovida pelos vereadores da coligação Nova Geração, revelou-se animada e resultou num conjunto de propostas que deverão ser apresentadas em sessão camarária para elaboração de um regulamento da Festa. De acordo com a coligação liderada pelo PSD, a maioria dos participantes está contra o palco instalado no Cevadeiro.
Desfiles, actividades com campinos, largadas e licenciamento de comerciantes foram outros dos temas mais discutidos. “Os vila-franquenses presentes na sessão convergiram na ideia de que o Colete Encarnado deve preservar a sua identidade tradicional e que a programação deve assentar no fado, no folclore e na música popular portuguesa sem coincidir os momentos taurinos com nenhuma outra iniciativa.
Uma das principais conclusões que gerou concordância entre todos os presentes foi o fim do palco do Cevadeiro no Colete Encarnado pois descaracteriza a essência da Festa e retira pessoas do centro da cidade”, afirmam os vereadores da Nova Geração (PSD/IL). Em alternativa, “foi consensual o apelo pelo regresso de vários palcos mais pequenos distribuídos por Vila Franca em zonas como o Largo da Câmara, Largo do Tribunal, Mercado Municipal e na antiga Escola do Adro”, refere a coligação.
A defesa da identidade da Festa marcou toda a sessão. Os participantes “pediram um Desfile de Campinos fiel às tradições ribatejanas, com traje correcto para quem desfila e a passagem dos toiros pela ponte, pelo menos, em datas marcantes como o centenário”. Destaca-se, também, a ideia de celebrar uma “Missa Fadista”, no espaço exterior na envolvente da Igreja Matriz, antecedida pelo Desfile das Tertúlias que, segundo os participantes na sessão, deverá ser separado do Desfile dos Campinos.
As tertúlias, acrescenta a Nova Geração, “foram reconhecidas como um pilar do Colete Encarnado e nenhum dos presentes se opôs à ideia de limitar a venda de bebidas, comida e difusão de música ao público aos cafés, bares e restaurantes, bem como às tertúlias e a vendedores ambulantes devidamente registados”. Para o centenário da Festa, que se assinala em 2032, os participantes no debate defenderam um programa construído com as associações e a comunidade.
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