Misericórdia assinala 125 anos da Palha Blanco


Cento e vinte cinco anos depois, à mesma hora (16h00) a que teve início o espectáculo inaugural da Praça de Toiros Palha Blanco, a Misericórdia de Vila Franca de Xira assinalou, esta quarta-feira, a data com o descerrar de uma placa comemorativa nas arcadas da praça vila-franquense.
A cerimónia serviu também para a assinatura de um novo protocolo entre a Câmara e a Misericórdia, que define as condições de apoio da autarquia à manutenção da Palha Blanco e as possibilidades de utilização da praça para iniciativas municipais.
Aprovado na última sessão camarária, o protocolo abre também portas para uma futura instalação no edifício da praça de um Museu da Cultura Tauromáquica. Este foi, aliás, um tema que se destacou também nos discursos do provedor da Santa Casa da Misericórdia (Armando Jorge de Carvalho) e do presidente da Câmara de Vila Franca de Xira (Fernando Paulo Ferreira).
Armando Jorge de Carvalho lembrou que a praça inaugurada a 30 de Setembro de 1901 sucedeu a outras praças de toiros que, ao longo de quatro séculos, existiram em Vila Franca. “A identidade vila-franquense não se discute.
A Palha Blanco é um símbolo dessa identidade e foi à volta dela que Vila Franca se desenvolveu”, vincou Armando Jorge de Carvalho, realçando figuras que muito fizeram pela praça vila-franquense como António Fernandes (zelador durante mais de 50 anos) e Júlio Silva (“Pitorrilha”), que trabalhou na Palha Blanco também durante mais de 50 anos.
Armando Jorge de Carvalho destacou, igualmente, a importância da revisão do protocolo entre a Misericórdia e a Câmara para a utilização e conservação da Palha Blanco e o caminho que já está a ser feito para a instalação ali de um Museu da Cultura Tauromáquica.
Já Fernando Paulo Ferreira sublinhou que “a Palha Blanco não é uma praça qualquer, é um símbolo da tauromaquia em Portugal e é neste contexto que devemos pensar este espaço e esta praça. É preciso pensar que caminho queremos dar a este património.
Esta praça é o resultado da vontade do povo de Vila Franca. Em boa hora foi deixada nas mãos da Misericórdia. Se conseguirmos criar em Vila Franca um Museu da Cultura Tauromáquica, que sítio melhor para isso que a Praça de Toiros Palha Blanco”, defendeu o edil, frisando que esse deve ser um projecto que deve unir esforços e vontades e que já estão a ser dados passos nesse sentido.
Na cerimónia desta quarta-feira, José Luís Ferreira, presidente do Ateneu Artístico Vilafranquense, entregou também a partitura do pasodoble dedicado à Palha Blanco, criado por Vasco Valente e pela Banda do Ateneu.

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