IP planeia obras de 135 milhões entre Castanheira e Azambuja
- Jorge Talixa

- há 20 horas
- 2 min de leitura

A consulta pública do projecto de quadruplicação da Linha do Norte entre a Castanheira e Azambuja decorreu até 3 de Julho. O projecto da Infraestruturas de Portugal prevê obras de 135 milhões de euros, para terminar trabalhos iniciados em 2003, mas nunca concluídos. O impacto das vibrações e do ruído nas zonas habitadas serão a questão mais preocupante.
A Câmara de Azambuja reclama mais estacionamento na área da estação da vila. O projecto de quadruplicação do troço da Linha do Norte compreendido entre as estações da Castanheira do Ribatejo e da Azambuja esteve em avaliação de impacte ambiental e poderá avançar para obras já em 2027. A consulta pública contemplou uma sessão de esclarecimento realizada, no dia 22, em Azambuja.
Na oportunidade, António José Matos (PS), vice-presidente da Câmara de Azambuja, observou que este projecto tem que contemplar, também, mais áreas de estacionamento nas proximidades da estação azambujense onde, segundo o edil, chegam a estacionar mais de 1000 veículos de utentes dos comboios. O autarca referiu que o projecto da IP prevê mais comboios, mas apenas mais 30 lugares de estacionamento. Os representantes da IP aconselharam a Câmara a expor esta preocupação por escrito na consulta pública.
O projecto contempla melhorias nas diversas estações e apeadeiros, designadamente na Estação da Castanheira (melhoria das condições de informação, conforto e segurança dos passageiros e reabilitação de alguns aspectos do edifício), Apeadeiro do Carregado (elevação da plataforma de passageiros em cerca de 1 metro e demolição do alpendre existente), Apeadeiro de Vila Nova da Rainha (beneficiação da passagem superior pedonal e pavimentos, substituição de mobiliário urbano e criação de dois novos abrigos na plataforma) e Apeadeiro de Espadanal da Azambuja (nova plataforma de passageiros e acessos).
Já na movimentada estação terminal da Azambuja, o terreno da IP a sudoeste do edifício de passageiros será “reconfigurado” para a criação de uma nova área de estacionamento, com ligação à Estrada Nacional 3. “Será criado um novo acesso à plataforma do lado terra através de escadas e rampas, garantindo assim a criação de acessibilidade a pessoas de mobilidade condicionada. Estão ainda previstas intervenções de reparação e beneficiação ao nível da passagem superior pedonal, das plataformas de passageiros e do edifício de passageiros”, refere o estudo.
As obras preconizadas deverão ser desenvolvidas de forma faseada e têm uma duração estimada de 40 meses. Os principais impactes ambientais previstos colocam-se ao nível do uso do solo/geologia (necessidade de aterros significativos), dos recursos hídricos (zona atravessada por várias linhas de água e com captações de água subterrânea), do ambiente sonoro e das vibrações (estes considerados de maior significância, com a necessidade de conhecer e reduzir os níveis de ruído adicionais e de vibrações para a população envolvente).
Saiba mais nas edições impressas do Voz Ribatejana








.jpg)
.jpg)




