Estrada entre Vila Franca e Arruda continua cortada e IP vai fazer projecto
- Jorge Talixa

- há 14 horas
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Mais de dois meses depois das tempestades e da chuva intensa que levou ao corte da Estrada Nacional 248 (ligação Vila Franca de Xira - Arruda dos Vinhos), próximo da localidade da Rondulha, a situação está exactamente na mesma. Nesta via, da responsabilidade directa da infraestruturas de Portugal (IP), não foi feita qualquer intervenção.
A empresa pública responsável pela rede rodoviária garante ao Voz Ribatejana que avaliou rapidamente a situação e que vai lançar concurso para a execução do projecto. Quer isto dizer que não deverá haver obras antes do próximo Inverno. A estrada ficou intransitável numa zona onde já estava caracterizada por inúmeros enrugamentos provocados por “remendos” feitos nos anos anteriores, que levavam muitos condutores a seguirem fora de mão para tentarem minimizar estragos nas viaturas.
Foi exactamente nesta área que a estrada partiu, o que faz supor que uma reparação anterior mais profunda poderia ter evitado esta situação. O corte total da circulação na zona da Rondulha, numa via utilizada diariamente por milhares de viaturas, causa muitos transtornos. Não só a quem reside e trabalha nesta área, como também aos transportes públicos, obrigados a procurar alternativas pela estrada municipal das Cardosas ou pela EN 248-3 (Alhandra - Arruda) e a fazer mais quilómetros.
Em resposta ao Voz Ribatejana, a Infraestruturas de Portugal sustentou, esta terça-feira, que desde o primeiro momento em que ocorreram vários deslizamentos de terras nesta zona, “a IP acompanhou a situação no terreno” e “iniciou de imediato os trabalhos de avaliação e inspecção no local”, com o objectivo de “definir as soluções técnicas mais adequadas para a reparação tão célere quanto possível, atenta a natureza da situação da EN 248 e a reposição da circulação rodoviária”.
Nesta resposta, recebida já depois do fecho da edição impressa do Voz Ribatejana, a IP acrescenta que, actualmente, "está a ser preparada a contratação do projecto de execução da obra que, é importante ser claro, apresenta elevada complexidade devido à extensão dos danos", conclui a Infraestruturas de Portugal, sem adiantar previsões de prazos para a conclusão do projecto e lançamento de um novo concurso para executar as obras necessárias.
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