Conservatório Silva Marques tem novas instalações nos antigos lavadouros de Alhandra


Os antigos “lavadouros” da vila de Alhandra foram recuperados e adaptados para o funcionamento de um pólo do Conservatório Regional Silva Marques (CRSM). A Sociedade Euterpe Alhandrense, colectividade que gere o CRSM, contou com o apoio de alguns mecenas para assumir o investimento de mais de 200 mil euros na reabilitação do edifício. Os encargos do seu equipamento deverão ser assegurados pela colectividade.
A cerimónia de inauguração, realizada na tarde desta terça-feira, contou com actuações de classes de dança do CRSM e o presidente da Euterpe frisou que este espaço veio abrir novas possibilidades de alargamento da actividade do Conservatório, designadamente com a criação de turmas de secundário nas áreas da música e da dança. “Recuperámos este edifício, que nos veio permitir criar o curso secundário de música e termos também já algumas turmas de dança a funcionar aqui.
Era para nós muito importante alargar as vertentes de formação do Conservatório”, constatou o presidente da Euterpe, frisando que este foi um edifício muito importante “para toda uma geração de alhandrenses, que tinha este espaço para lavar roupa e tomar um banho. Foi importante para a comunidade, mas deixou de ter uso”, acrescentou, agradecendo o contributo decisivo da Simteq e da Merlin Properties para as obras realizadas e à Câmara de Vila Franca e à Junta de Alhandra pela cedência do edifício.
“Tudo o resto (equipamento) será da responsabilidade da Euterpe e é esse caminho que estamos a fazer”, concluiu. Já Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, observou que “este momento tem ele próprio uma história porque, com a Junta de Freguesia, foi possível estabelecer uma base de entendimento para recuperar este edifício, que diz muito à freguesia e que tinha um uso já muito residual. Esteve fechado durante muito tempo e esta obra é, também, o resultado do esforço que temos feito de reabilitação dos centros antigos das nossas vilas e cidades.
Em Alhandra, quase todas as ruas têm obras de reabilitação em curso”, referiu o autarca do PS. “Percebemos que o CRSM só consegue desenvolver-se mais se tiver mais espaço. Este é um trabalho de fôlego que a Sociedade Euterpe Alhandrense tem vindo a fazer e que precisa de mais espaço”, constatou Fernando Paulo Ferreira, formulando votos de que mais mecenas se possam juntar e apoiar projectos deste tipo.

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