Bombeiros reclamam apoios para combustíveis e renovação de viaturas


As associações de bombeiros voluntários são das instituições que mais estão a sofrer o “embate” do aumento dos preços dos combustíveis, que atingiram, esta semana, valores recorde em Portugal e ameaçam continuar a subir. A Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa (FBDL) considera a actual situação “insustentável e inaceitável” e sublinha que as associações de bombeiros “não podem continuar a pagar a fatura do aumento dos combustíveis”. “Para os corpos de bombeiros, o combustível não é uma despesa que possa ser adiada, reduzida ou eliminada. É uma condição essencial para salvar vidas.
Todos os dias, ambulâncias, veículos de combate a incêndios, viaturas de desencarceramento e restantes meios operacionais têm de estar disponíveis para responder às populações”, constata a FBDL, frisando que, “quando o preço dos combustíveis aumenta, aumenta também, de forma imediata, o custo de manter essa capacidade de resposta. O problema é que os mecanismos de financiamento das Associações Humanitárias não acompanham, à mesma velocidade, a subida dos custos de funcionamento”, sustenta.
Por isso, a Federação que representa as 56 associações de bombeiros do distrito de Lisboa defende que “o actual modelo de financiamento tem de ser urgentemente revisto, incorporando mecanismos de actualização que tenham em conta a evolução real dos custos suportados pelas entidades que prestam serviço público de protecção e socorro”, porque “quando uma Associação Humanitária gasta mais milhares de euros por ano em combustível, esse dinheiro tem necessariamente de ser retirado de outras áreas: manutenção de viaturas, aquisição de equipamentos, formação, investimento em instalações ou capacidade de renovação da frota”.
A FBDL considera, assim, que o Governo “deve assumir uma posição clara e apresentar medidas concretas e estruturais, em vez de respostas pontuais ou soluções de emergência sempre que a situação financeira de uma Associação Humanitária se torna crítica” e “um compromisso político de médio e longo prazo que permita às Associações Humanitárias planear investimentos, renovar viaturas e equipamentos e garantir a sua capacidade operacional”.
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