Alverca está em festa de quarta-feira a domingo
- Jorge Talixa

- há 6 horas
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As Festas da Cidade de Alverca e de São Pedro realizam-se já de 24 a 28 de Junho, com um novo modelo de organização, que resulta de uma parceria entre a Junta da União de Freguesias e a empresa Animatudo Eventos. A opção gerou algumas críticas. Há quem considere que o cartaz de animação musical é “mais fraco”, mas Carlos Gonçalves, presidente da Junta, sustenta que é o modelo e o programa possível e que a Junta não poderia continuar a suportar o défice anual de 140 a 150 mil euros que as Festas, segundo o autarca da CDU, tiveram nos anos do anterior mandato de gestão socialista.
Carlos Gonçalves garante que o que está previsto é que a Junta gaste 20 a 21 mil euros neste novo modelo de organização, assumindo questões como a limpeza, a iluminação e a segurança das Festas de São Pedro. “Equacionámos a determinado momento não realizar as Festas, porque não havia condições financeiras. As festas todos os anos estavam a dar um défice grande, havia sempre um défice de 140 a 150 mil euros, dos quais só 50 mil estavam orçamentados”, critica o presidente da Junta, frisando que, por isso, a Junta tinha que fazer cortes em questões essenciais como a manutenção dos espaços públicos.
“Daí a cidade de Alverca ter ficado no estado em que ficou, num estado de abandono total”, afirma. O programa eleitoral da CDU apontava para o regresso a um modelo de parceria com uma ou mais colectividades locais para a organização das festas. Mas, para já, essa ideia não se revelou viável. A alternativa foi estabelecer esta parceria com a empresa Animatudo, especializada neste tipo de eventos, “para que as festas se realizem, tendo a Junta apenas e simplesmente assumido a responsabilidade que está no seu âmbito de possibilidades”.
O cartaz de animação inclui actuações/concertos da Banda Replyka, dos Tributo a Tina Turner, de Filipe Delgado, do grupo Dados Viciados (Tributo a Xutos e Pontapés) e de Bia Caboz. A divulgação do cartaz gerou algumas críticas nas redes sociais, que o consideravam bastante “inferior” a anos anteriores. “Estas festas são festas populares. Vamos a Lisboa a juntas de freguesia que têm orçamentos três a quatro vezes maiores do que esta união de freguesias, nas suas festas têm artistas populares, porque não são festivais de música.
É para ir beber um copo, encontrar uns amigos, comer uma fartura, comer uma bifana, divertirmo-nos. Isso é o fundamental e é nesse sentido que uma festa deste tipo tem que ser gerida. Este ano é o cartaz possível”, sustenta Carlos Gonçalves, assegurando que há também espaço e um palco para grupos locais e que há uma preocupação de diversidade no programa da Festa.
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