Quadruplicação está em consulta pública e atinge mais de 40 edifícios
- Jorge Talixa

- há 5 dias
- 2 min de leitura

O estudo de impacte ambiental (EIA) do projecto de modernização (quadruplicação) da Linha do Norte entre Alverca e Castanheira do Ribatejo está desde esta segunda-feira em consulta pública, num processo de participação que vai decorrer até 27 de Fevereiro. A documentação agora disponibilizada sublinha que em causa está a modernização e alargamento de um troço ferroviário com cerca de 12,5 quilómetros, que deverá criar condições para a circulação de mais comboios suburbanos e regionais e para a passagem de comboios de alta velocidade.
As obras previstas e o alargamento (em cerca de 11 metros) deste troço da Linha do Norte vão gerar impactes graves, sobretudo nas travessias da cidade de Vila Franca de Xira e da vila de Alhandra. O processo tem gerado muito descontentamento no concelho e especialmente nas duas localidades previsivelmente mais afectadas. Autarcas e grupos de moradores defenderam a opção pelo “enterramento” da linha, mas a Infraestruturas de Portugal considera que essa opção é financeira e tecnicamente inviável.
Também por isso, o estudo de impacte ambiental não apresenta soluções alternativas à quadruplicação à superfície e no actual corredor ferroviário. O EIA sustenta que este projecto visa modernizar e aumentar a capacidade deste troço da Linha da Norte e não a criação de uma nova linha. Nesse sentido, a passagem de duas para quatro vias de circulação é considerada imprescindível, criando condições para acolher também os comboios de alta velocidade que farão as ligações entre Lisboa e o Porto.
As duas vias centrais serão dedicadas a circulações mais lentas e as laterais a comboios rápidos. Mas os impactes ao longo destes 12,5 quilómetros serão grandes. De acordo com o EIA, o projecto implicará, entre outras situações, a afectação/demolição de mais de 40 edifícios (prédios de habitação e comerciais, moradias, armazéns e instalações industriais), cerca de 15 dos quais habitados e alguns apontados como “devolutos”. Serão igualmente afectados o antigo campo de futebol do Alhandra e um ginásio da Cimpor utilizado pela Euterpe Alhandrense e cortados cerca de 1800 metros quadrados no jardim municipal ribeirinho de Vila Franca de Xira.
O corte de largas dezenas de árvores (especialmente na Avenida Afonso de Albuquerque de Alhandra e no Jardim Constantino Palha) e de algumas áreas de estacionamento são outras das consequências previstas. O estudo garante que haverá, todavia, novos jardins em Alhandra e Vila Franca e cinco novos parques de estacionamento. Deverão ser, também, construídas novas estações em Alhandra e em Vila Franca.
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