Partidos discutem eventual compra do Vilafranca Centro
- Jorge Talixa

- há 12 minutos
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O futuro do antigo Vilafranca Centro é uma das grandes preocupações e uma das grandes indefinições que se mantêm na cidade de Vila Franca de Xira. Fechado há 12 anos (desde 31 de Outubro de 2013), o edifício revela já sérios sinais de degradação. Nos últimos meses, um investidor adquiriu uma parte muito significativa das fracções.
Mas há ainda cerca de 80 proprietários com uma ou duas lojas. A coligação Nova Geração (PSD/IL) defendeu na campanha eleitoral que a Câmara deve adquirir a totalidade do Vilafranca Centro e concentrar ali os seus serviços. E nas 27 propostas que a coligação liderada pelo PSD remeteu ao executivo PS para orçamento de 2026 está isso mesmo. A CDU também tem defendido essa opção ao longo dos anos.
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, preconiza um caminho diferente, que até poderá passar por alguma “colaboração” entre um privado e a Câmara a pela possibilidade de instalar ali uma segunda loja do cidadão no concelho. Mas o presidente da Câmara não exclui totalmente a possibilidade de aquisição do imóvel, fazendo depender essa eventualidade da existência de capacidade financeira para tal. Resta saber até onde a Nova Geração vai pressionar o PS neste sentido.
Certo é que PS e Nova Geração “negoceiam” nesta altura algumas das premissas para que as propostas de Plano e Orçamento municipais sejam aprovadas na Câmara até final de Janeiro. O Voz Ribatejana questionou Fernando Paulo Ferreira sobre a proposta da coligação Nova Geração (PSD/IL), que aponta para a negociação e aquisição do Vilafranca Centro, para concentrar ali os serviços municipais. “Esse não seria o caminho que o Município propõe, tal como eu tenho dito.
Neste momento, o Vilafranca Centro já tem a sua propriedade concentrada, em praticamente 60 por cento, nas mãos de uma única entidade, o que vai permitir o investimento naquele espaço”, sustenta. “A posição da Câmara desde o início em que começámos a procurar resolver o problema tem sido a de se colocar ao lado de todos os outros proprietários, na perspectiva de que a sua propriedade (estacionamento detido pelo Município) pode servir para uma de três coisas:
ou para ser adquirida num contexto de intervenção global, para ser permutada com espaços no próprio centro ou para um misto entre investimento conjunto e espaços reservados no Vilafranca Centro. Defendo, nomeadamente, que a próxima Loja do Cidadão do concelho deverá surgir ali no Vilafranca Centro”, preconiza o presidente da Câmara, apontando para uma eventual parceria nesse sentido com um promotor privado que invista na reabilitação do antigo Vilafranca Centro.
O Voz Ribatejana quis saber se esta ideia poderia contemplar a deslocação de alguns serviços camarários para este edifício. “Não, à partida não vejo razões para isso. Mas depende da abordagem que se fizer da requalificação completa do Vilafranca Centro. O que é relevante é que, neste momento, estamos em condições de tomar decisões que desbloqueiem completamente o assunto do Vilafranca Centro.
E isso só foi possível porque nós juntámos os proprietários e começámos a fazer reuniões no início do mandato anterior”, recorda o autarca do PS, que considera que o facto de subsistirem cerca de 80 proprietários individuais de fracções/lojas já não impede que se tomem algumas decisões. “No contexto da legislação, é possível tomar decisões em assembleia de condóminos e aí conta a permilagem do centro comercial.
Essa é a mais-valia que neste momento existe e que nunca existira desde que o Vilafranca Centro encerrou. Foi muito importante termos começado a pegar neste assunto há 4 anos”, defende o edil. Fernando Paulo Ferreira diz que a informação que tem é que o investidor que tem adquirido boa parte das fracções (Jaime Antunes) “está interessado em intervir directamente na requalificação do Vilafranca Centro.
A posição do Município tem sido a de estudar e de vir a permitir qualquer uso no contexto daquele edifício, permitindo comércio, permitindo serviços e permitindo habitação ou residências para estudantes, que é também uma hipótese que está em cima da mesa. Vamos ver agora estes próximos passos. Acho que este próximo ano de 2026 será um ano decisivo para consolidar a solução para o Vilafranca Centro”, prevê o presidente da Câmara.
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