Operação “Guita Fácil” passou por Vila Franca e Carregado
- Jorge Talixa

- 12 de fev.
- 2 min de leitura

Nove indivíduos, com idades entre os 21 e os 26 anos, foram detidos, na semana passada, pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da chamada operação “Guita Fácil”. A acção, desenvolvida pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, visou “desmantelar uma organização criminosa, responsável pela prática de crimes de branqueamento de capitais, burla qualificada, falsidade informática e extorsão”. Envolveu 16 buscas domiciliárias, boa parte das quais realizadas nas zonas de Vila Franca de Xira e do Carregado.
De acordo com a PJ, os suspeitos terão angariado, entre Agosto e Setembro de 2024, várias pessoas “com a finalidade de cederem as suas próprias contas bancárias para recebimento de valores provenientes de burlas, mediante contrapartidas”. Através deste modus operandi, conhecido por “CEO Fraud”, as empresas lesadas, sediadas no estrangeiro, “eram contactadas por supostos fornecedores, através de endereços de correio electrónico adulterados e idênticos ao dos efectivos fornecedores, que solicitavam o pagamento de faturas em dívida, para contas bancárias domiciliadas em Portugal e angariadas pelos suspeitos”.
Até à data da operação, a PJ estima que o prejuízo das empresas lesadas ascenda a mais de 250 mil euros. “No âmbito desta investigação, apurou-se ainda que os suspeitos constrangeram um dos ofendidos a entregar-lhes valores monetários e outros bens, sob ameaça de violência física”, acrescenta a PJ, que alerta os cidadãos para que nunca cedam a sua conta bancária a terceiros, mesmo que lhe prometam pagamentos por esse “serviço”, dado que poderão, depois, ser responsabilizados criminalmente por branqueamento de capitais e outros crimes graves.
“Tenha em atenção as “propostas de trabalho fácil”, que envolvem o recebimento e dissipação dos valores recebidos, dado que poderão tratar-se de esquemas criminosos. Se for abordado com propostas deste tipo, denuncie junto da Polícia Judiciária. O branqueamento de capitais é um crime grave, punível com pena de prisão até 12 anos”, sublinha a PJ.
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