Ministra diz que fecho é provisório, mas autarcas desconfiam
- Jorge Talixa

- há 28 minutos
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A ministra da Saúde disse, esta segunda-feira, aos presidentes dos cinco municípios servidos pelo Hospital de Vila Franca de Xira, que o encerramento da Urgência de Obstetrícia será “tendencialmente provisório”. Mas os autarcas da nossa região não saíram convencidos da reunião, temem que o agora provisório se transforme em definitivo e que, no futuro, feche também a maternidade vila-franquense.
“Continuaremos a lutar para que o serviço reabra, temos a decorrer um abaixo assinado que vamos entregar na Assembleia da República, e já conversámos com os autarcas da Península de Setúbal e iremos fazer uma reunião conjunta, já que nos encontramos na mesma situação”, disse Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, no final da reunião, explicando que a ministra “deu conta que o encerramento das urgências obstétricas tendencionalmente seria provisório”, até ter as equipas médicas e de enfermagem suficientes.
No entanto, “não nos apresentou nenhuma solução para resolver a situação nos próximos tempos”, acrescentou o edil, frisando que os presidentes das câmaras de Alenquer, Arruda, Azambuja, Benavente e Vila Franca saíram insatisfeitos “não podem ficar satisfeitos com o resultado da reunião”. Fernando Paulo Ferreira sublinhou, também, que o encerramento do serviço e o encaminhamento das situações de urgência para o Hospital Beatriz Ângelo (Loures), coloca “em situação de grande desprotecção as grávidas destes cinco concelhos, sobretudo numa situação de urgência”.
E reforçou que a rede de transportes públicos não garante ligações directas para a unidade de saúde em Loures, na grande parte do território destes cinco concelhos, onde nalguns casos as populações estão a mais de 50 quilómetros de distância do Hospital de Loures.
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