Lezíria de Vila Franca sofreu prejuízos de 3,5 milhões, mas dique resistiu
- Jorge Talixa

- há 2 horas
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A Lezíria Grande de Vila Franca de Xira sofreu danos significativos devido às cheias do Tejo e do Sorraia, motivadas pela sucessão de tempestades que se verificou no final de Janeiro e nas três primeiras semanas de Fevereiro. A região teve mesmo que ser evacuada preventivamente no dia de maior risco, mas os cerca de 60 quilómetros de diques não sofreram rombos e a Recta do Cabo não chegou a ser cortada.
Os danos provocados pelo “comboio” de tempestades nas infraestruturas da Lezíria Grande serão superiores a 3,5 milhões de euros, de acordo com dados reunidos pela Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira (ABLGVFX), que representa as cerca de 400 empresas agrícolas que trabalham nos 130 quilómetros quadrados (13 mil hectares) da Lezíria vila-franquense.
A ABLGVFX sublinha que este período de ameaça de cheia e de inundação, verificado entre 22 de Janeiro e 23 de Fevereiro, foi “um dos episódios meteorológicos e hidrológicos mais exigentes das últimas décadas na bacia hidrográfica do rio Tejo” e sustenta que, apesar dos danos registados no dique de defesa, portas de água e caminhos ascenderem a mais de 3,5 milhões de euros, a conclusão que se pode retirar é que estes prejuízos “foram uma ínfima parte do que podia ter ocorrido se a água tivesse rompido ou galgado o Sistema de Defesa da Lezíria”.
“O momento mais crítico ocorreu no dia 6 de Fevereiro, quando se verificou a conjugação de elevados caudais provenientes de Espanha, chuva e ventos fortes, em período de maré cheia”. Foi, nessa altura, “determinada a evacuação preventiva do território, como medida de precaução e salvaguarda das pessoas e das actividades instaladas na Lezíria.
Apesar da intensidade do fenómeno, não se registaram rombos nem destruição do dique, o que permitiu manter o tráfego na Estrada Nacional 10 (vulgo Recta do Cabo), salienta a ABLGVFX, frisando que, neste cenário, activou “um dispositivo reforçado de monitorização e acompanhamento das condições meteorológicas e hidrológicas, inspecção permanente do dique, operações de drenagem forçada e intervenções pontuais de reparação, contenção e mitigação de danos”.
Para este efeito, “foram mobilizadas equipas presentes no terreno 24 horas por dia, durante várias semanas consecutivas, intervindo em todos os locais de eminente ruptura e em permanente comunicação com a Agência Portuguesa do Ambiente, Forças de Segurança e Protecção Civil”.

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