• Jorge Talixa

Falta de meios na USF de Vila Franca preocupa


A Unidade de Saúde Familiar (USF) de Vila Franca de Xira alertou para a manifesta falta de pessoal administrativo, que está a condicionar fortemente o funcionamento deste serviço de saúde. O assunto foi discutido na Câmara, que tem reclamado medidas junto dos responsáveis regionais do sector e já colocou o problema à


ministra da saúde. Mas a oposição defende que a autarquia deve fazer mais. O encaminhamento de utentes de Vila Franca para a Póvoa de Santa Iria também está a gerar controvérsia. Com o efectivo de pessoal administrativo reduzido a menos de metade do necessário, a Unidade de Saúde Familiar Terras de Cira


(Vila Franca de Xira) fez um apelo público para que se tomem medidas que minimizem o problema. O comunicado acabou por ser retirado da página de facebook da unidade de saúde vila-franquense, mas o assunto foi também debatido na Câmara, onde a oposição quis saber qual é o grau de responsabilidade da


edilidade e reclamou medidas. O executivo camarário prometeu pressionar o agrupamento de centros de saúde e a Administração Regional de Saúde e já solicitou a intervenção da ministra Marta Themido. Pelo meio coloca-se também o problema da forma como a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Vila Franca


decidiu “encaminhar” todos os utentes sem médico de família para o serviço de atendimento complementar da Póvoa de Santa Iria. O assunto foi abordado na reunião camarária da passada quarta-feira, com Regina Janeiro, vereadora da CDU, a sublinhar que “não se pode dissociar esta questão da decisão de encaminhar


para a Póvoa todos os utentes sem médico. Se sabemos que isto está a acontecer, o que é que a Câmara está a fazer para voltar a investir nestas situações?”, questionou. CDU. Também Rui Perdigão, vereador do Bloco de Esquerda, abordou o assunto, realçando “o apelo quase desesperado da USF de Vila Franca,


expondo que os serviços estão em ruptura. Os serviços administrativos são relevantes para todo o funcionamento desta unidade de saúde. Aparentemente há um desespero geral. Que resposta é que a Câmara pode dar, uma vez que a Câmara assumiu competências na área da saúde,


em termos de gestão de funcionários e de aquisição de equipamentos?”, sustentou. Alberto Mesquita, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, revelou que enviou um ofício à ministra da Saúde, solicitando medidas para resolver estes problemas e a questão da falta de uma médica nesta USF.


“São problemas que ultrapassam a Câmara, porque a Câmara ainda não aceitou as competências na área da saúde. Aceitar, aceitou, simplesmente o auto de transferência ainda não foi assinado, porque há matérias com as quais não concordamos. Enquanto não acertarmos os termos e valores, não assinamos,


mas deve estar para breve. Espero eu”, referiu Alberto Mesquita, vincando que “se o pessoal não clínico dos centros de saúde já tivesse sido transferido para a Câmara não haveria falta de pessoal, de certeza absoluta”.


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