Câmaras contra fecho da urgência de obstetrícia no Hospital de Vila Franca
- Jorge Talixa

- há 38 minutos
- 2 min de leitura

Os presidentes dos cinco municípios servidos pelo Hospital de Vila Franca de Xira assinaram, esta segunda-feira, uma carta conjunta dirigida à ministra da Saúde, onde manifestam o seu “repúdio” pelo anúncio do próximo fecho do serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia nesta unidade hospitalar.
Os autarcas dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca consideram esta situação “inaceitável”, porque “deixa a descoberto 250 mil habitantes desta região” e porque a alternativa sugerida (Hospital Beatriz Ângelo de Loures) “não tem transportes públicos directos a partir destes territórios”, onde há, actualmente, muitas estradas cortadas ou danificadas.
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira anunciou, na sessão camarária desta segunda-feira, o lançamento de uma petição dirigida à Assembleia da República para “evitar este assassinato de um hospital que tem todas as condições para ter mais serviços e melhor capacidade de resposta às necessidades das pessoas”.
O Ministério da Saúde anunciou, na semana passada, a concentração de urgências de obstetrícia na margem sul do Tejo e na zona a Norte de Lisboa, alegando falta de médicos e enfermeiros especialistas para preencher escalas.
Sónia Ferreira, presidente da Câmara de Benavente, disse, também na tarde desta segunda-feira, que falou, durante a manhã, com a ministra Ana Paula Martins sobre este tema e que a governante esclareceu que “o que fecha é a urgência, não a maternidade. O serviço de urgência de obstetrícia é que vai fechar temporariamente, porque não existem ainda médicos que assegurem o seu funcionamento na totalidade.
E o serviço de urgência para funcionar, necessita não só de médicos, mas também de enfermeiros e anestesistas especializados”, salientou a autarca da AD, que espera que esta decisão de fecho da urgência obstétrica seja temporária e revela que a ministra lhe assegurou que a maternidade de Vila Franca não será encerrada e continuará a fazer partos programados.
“Temos que nos focar na segurança das nossas mães e dos nossos bebés”, referiu a presidente da Câmara de Benavente. Já Fernando Paulo Ferreira teme que este encerramento da urgência de obstetrícia passe a definitivo e diz que os autarcas e os 250 mil habitantes desta região não podem aceitar a medida.
“A senhora ministra tem demonstrado o maior desprezo pelas populações e pelos autarcas destes cinco concelhos, que não atende, que não recebe e a quem nada disse sobre esta intenção de fechar a urgência de obstetrícia.
Chegou a hora de nos unirmos e de trazermos as vozes das pessoas e dos seus autarcas à grande arena da opinião pública e da casa da democracia. A hora é grave e exige união”, sublinha o edil vila-franquense.
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