Autarcas defendem urgência para grávidas na Comissão Parlamentar de Saúde
- Jorge Talixa

- há 7 horas
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A petição contra o fecho da urgência de obstetrícia do Hospital de Vila Franca de Xira motivou, esta quarta-feira, uma audição de autarcas da região na Comissão Parlamentar de Saúde. João Nicolau, Carlos Alves, Fernando Paulo Ferreira (presidentes das Câmara de Alenquer, Arruda e Vila Franca) e Ana Coelho (vereadora da Câmara de Azambuja) defenderam a reabertura deste serviço, encerrado desde 16 de Março, por concentração do atendimento de casos mais graves no Hospital de Loures.
O relatório da petição, que recolheu quase 12 mil assinaturas, foi apresentado pelo deputado André Rijo (PS) e seguirá, agora, para discussão em plenário da Assembleia da República. “Estamos a falar de populações que ficam a mais de 50 quilómetros do hospital de referência, com estradas danificadas pelas recentes intempéries e tempos de deslocação que podem ultrapassar as duas horas e meia em transportes públicos”, salientou João Nicolau, frisando que esta situação afecta mais de 300 mil habitantes e que tem informação de várias situações de “constrangimento operacional” no Hospital de Loures.
“No primeiro mês da urgência regionalizada, em metade dos dias houve constrangimentos no bloco de partos de Loures. Isto demonstra que a resposta centralizada não está a funcionar”, vincou. Já Fernando Paulo Ferreira alertou para o risco desta decisão de suspender a urgência obstétrica em Vila Franca poder conduzir ao esvaziamento progressivo de todo o serviço de ginecologia e obstetrícia da unidade hospitalar vila-franquense.
Liliana Sousa, deputada do PSD, defendeu a necessidade de garantir “respostas seguras, sustentáveis e próximas das populações sempre que possível”, ressalvando, contudo, que a proximidade só é útil se existirem equipas completas e capacidade efectiva de resposta. Isabel Mendes Lopes (Livre) e Paula Santos (PCP) criticaram a concentração de serviços, considerando que a medida agrava desigualdades territoriais e pode favorecer o recurso a unidades privadas.
Barreira Soares, deputado e vereador do Chega na Câmara de Vila Franca de Xira, sublinhou que este é “um problema grave”, que gera “preocupação legítima aos autarcas, às populações e aos profissionais de saúde” e pode “agravar desigualdades” no acesso aos cuidados de saúde.
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