Alenquer e Benavente aprovam moções por nova PPP no Hospital
- Jorge Talixa

- há 1 hora
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As câmaras de Alenquer e de Benavente aprovaram, nas últimas semanas, moções em defesa de uma nova parceria público-privada (PPP) na gestão do Hospital de Vila Franca de Xira. O tema gerou, contudo, alguma divisão de opiniões. Em Benavente, a proposta da AD (PSD/CDS-PP) foi aprovada com votos favoráveis dos proponentes e do Chega, abstenção do PS e votos contra da CDU.
Já em Alenquer, a proposta do PSD foi aprovada com votos favoráveis do PSD, do Chega e do vereador independente e abstenções do Partido Socialista. Em Benavente, a moção reclama uma nova PPP no Hospital vila-franquense com o objectivo de “reforçar a capacidade de resposta da unidade e garantir melhores condições de acesso aos cuidados de saúde para a população”.
No documento, que foi enviado à Presidência da República, ao Governo e aos grupos parlamentares, o Município benaventense manifesta a sua “preocupação” com o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia no Hospital de Vila Franca e defende que “o regresso da PPP, deverá prever a reabertura das urgências obstétricas, bem como a manutenção das urgências pediátricas e de adultos, garantindo simultaneamente a recuperação e a melhoria dos principais indicadores de produção e desempenho assistencial”.
No entender da edilidade de Benavente, a reinstalação de um modelo de gestão em parceria público-privada no Hospital de Vila Franca de Xira “é uma solução que poderá contribuir para recuperar a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população”.
Já em Alenquer, a moção aprovada considera que “a decisão recente de encerrar as urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Vila Franca de Xira, que impacta cerca de 250 000 habitantes, resulta de um processo de declínio progressivo e estrutural dos serviços que, não obstante a dedicação dos seus profissionais, se seguiu ao fim da gestão da Parceria Público-Privada (PPP), que até então existia”.
Por isso, o documento agora aprovado defende uma nova PPP, por considerar que, após o regresso da unidade hospitalar à gestão pública, houve “uma deterioração acentuada dos tempos de espera, a redução da capacidade cirúrgica e o agravamento das listas de espera” e o Hospital viu agravados os problemas de “fragilidade organizacional, perda de qualidade assistencial e de queda contínua dos indicadores de desempenho e de satisfação dos utentes”.
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