• Jorge Talixa

Falta de auxiliares preocupa pais dos Cotovios


A falta de pessoal auxiliar na Escola Básica do 1º. Ciclo dos Cotovios está a gerar preocupação. Pais e encarregados de educação já manifestaram o se desagrado, mas a escola, com mais de 40 alunos, mantém apenas uma auxiliar de acção educativa.

A Câmara de Vila Franca de Xira assume que também está preocupada com a situação e que está a procurar uma solução em articulação com o Agrupamento Soeiro Pereira Gomes. “No ano lectivo passado, a escola tinha duas auxiliares. Este ano, sem que se saiba porquê, ficou só uma auxiliar.

São mais de 40 alunos e este ano entraram mais duas crianças com necessidades educativas especiais”, alerta um dos pais, lamentando a falta de respostas da Câmara e do Agrupamento Soeiro Pereira Gomes e considerando que não é possível manter um funcionamento seguro da escola nestas condições.

Os rácios definidos pelo Ministério da Educação apontam para um auxiliar de acção educativa por cada 47 alunos, mas neste caso (e num quadro de pandemia), os pais consideram que apenas uma auxiliar colocada na escola é manifestamente insuficiente.

Já Alberto Mesquita, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, assegura que a edilidade “encontra-se a analisar soluções para a situação apresentada, conjuntamente com o Agrupamento de Escolas de Alhandra, Sobralinho e São João dos Santos.

Trata-se de uma situação que também representa uma preocupação para esta autarquia”, assevera o edil, vincando que, no ano lectivo passado, “considerando as características da Escola Básica dos Cotovios, foi colocado um recurso extra,

em relação ao rácio definido pela DGEstE, nesse estabelecimento de ensino. Neste momento, o que verificamos é que o Agrupamento de Escolas de Alhandra, Sobralinho e São João dos Montes mantém um funcionário extra rácio que tinha sido inicialmente colocado na Escola Básica dos Cotovios,

sendo que a decisão de alocar esse recurso a outra escola foi tomada pela direção do referido Agrupamento de Escolas”. O presidente da Câmara vila-franquense acrescenta que o rácio de auxiliares de acção educativa por número de alunos não é definido pelo Município, existindo legislação específica para esta matéria.

“Quanto ao apoio para alunos com necessidades educativas especiais, efetivamente a Portaria prevê que os NEE do 1.º ciclo sejam contabilizados em 1,5 para efeitos de apuramento do número total de

alunos por estabelecimento de ensino, o que neste caso não foi suficiente para que o Ministério da Educação alterasse o ratio de funcionários nessa escola”, conclui a Câmara de Vila Franca de Xira.

Saiba mais nas edições impressas de 30 de Setembro e 14 de Outubro do Voz Ribatejana

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