Suspeitos da morte de Luís Grilo em prisão preventiva

26/12/2018

A juíza do Tribunal de Vila Franca de Xira que acompanha o caso do homicídio de Luís Grilo decidiu, esta segunda-feira, manter em prisão preventiva a viúva Rosa Grilo e o seu amante António Joaquim. O inquérito aberto na sequência do alegado desaparecimento do engenheiro informático e triatleta que residia nas Cachoeiras prossegue no Ministério Público de Vila Franca de Xira e deverá ter acusação deduzida nos próximos meses. De acordo com a Lei, as medidas de coação decididas pela juíza responsável em Setembro passado têm que ser

 

reapreciadas três meses depois. A procuradora titular do inquérito pediu a manutenção da prisão preventiva e a juíza concordou com a permanência na cadeia dos dois suspeitos. Recorde-se que a defesa de António Joaquim já pedira uma revisão desta medida de coação, mas o requerimento não foi deferido pela juíza vila-franquense. Rosa Grilo e António Joaquim foram detidos no dia 26 de Setembro e a Polícia Judiciária anunciou, então, que sobre eles recaem “fortes indícios da prática de crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e

 

detenção de arma proibida”. Os suspeitos foram presentes a tribunal nos dias seguintes e, já no dia 29, a Juíza responsável decidiu aplicar-lhes a medida de coação mais gravosa de prisão preventiva. Luís Grilo foi dado como desaparecido pela viúva no dia 16 de Julho, alegando que saíra para um treino de bicicleta. O corpo foi encontrado mais de um mês depois, a 24 de Agosto, num descampado próximo da localidade de Benavila, no concelho de Avis, a mais de 130 quilómetros do concelho de Vila Franca de Xira. Estava sem roupa, com um saco

 

de plástico enfiado na cabeça e a autópsia veio a revelar que fora atingido com dois tiros na cabeça. Perto do corpo estava um tapete semelhante aos que se encontravam no quarto do casal, na moradia das Cachoeiras. Desde Setembro muitas versões e contradições ressaltaram das declarações prestadas pelos principais envolvidos. Rosa Grilo está detida na Cadeia de Tires e António Joaquim na cadeia anexa à Polícia Judiciária de Lisboa.

 

Saiba mais na edição impressa de 4 de Janeiro do Voz Ribatejana

 

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