Vila Franca estima prejuízos de mais de 15 milhões
- Jorge Talixa

- há 3 horas
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O concelho de Vila Franca de Xira sofreu prejuízos de mais de 15 milhões de euros pela passagem do chamado “comboio” de tempestades, que afectou a região de 28 de Janeiro até ao final da semana passada. Um levantamento preliminar apresentado, na tarde desta segunda-feira, pelo presidente da Câmara vila-franquense, Fernando Paulo Ferreira, sublinha que foram registadas mais de 480 ocorrências, que originaram prejuízos da ordem dos 15 milhões de euros em infraestruturas públicas e privadas.
As situações mais graves envolveram problemas de deslizamentos e de estradas cortadas, de escolas danificadas e de oito famílias retiradas da localidade de Calhandriz, pela situação de risco em que ficaram as suas habitações. Houve, também, muitas situações de inundação e de quedas de árvores e estruturas. De acordo com o autarca do PS, os serviços camarários, da protecção civil, dos bombeiros e das forças de segurança foram chamados a responder a 483 ocorrências e estiveram envolvidos nas operações de socorro cerca de 1500 operacionais e 277 viaturas.
“Activámos o Plano Municipal de Emergência no dia 5, que foi o dia de maior risco de cheias. Encerrámos escolas e caminhos ribeirinhos e retirámos maquinaria dos campos da Lezíria. Felizmente as cheias do Tejo aconteceram mais a Norte e os diques da nossa região aguentaram a pressão sem grandes danos”, vincou Fernando Paulo Ferreira, sublinhando que foram criadas duas zonas de concentração onde foram acolhidas temporariamente 33 pessoas retiradas preventivamente de zonas de risco, sobretudo na Vala do Carregado.
“Fruto de deslizamentos de terras ficou isolada uma parte da localidade da Calhandriz”, referiu o edil, frisando que a falta de condições de acesso e de segurança levou à retirada preventiva de oito famílias. “O tempo deu-nos algumas tréguas e continuamos no terreno a limpar, a tapar buracos nas estradas, a reforçar taludes. Para já, o levantamento que temos aponta para prejuízos à volta de 15 milhões de euros no nosso concelho. Tal número dá bem conta da dimensão do que vivemos nos últimos dias.
Estamos, juntamente com os restantes presidentes de Câmara da Área Metropolitana de Lisboa, a ver junto do Governo a possibilidade de um apoio suplementar que nos permita realizar obras necessárias”, concluiu o edil.
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