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  • Foto do escritorJorge Talixa

Euterpe sonha com Academia de Artes e com melhores instalações


Jorge Zacarias, presidente da SEA, em entrevista


Aos 160 anos, a Sociedade Euterpe Alhandrense é não só a mais antiga colectividade do concelho de Vila Franca de Xira, mas também a mais eclética e que a movimenta mais utentes. Da cultura à educação, passando pelo desporto e pelas actividades recreativas, a Euterpe dinamiza valências que envolvem, semanalmente, mais de 1000 “praticantes”, nos concelhos de Vila Franca, Arruda e Benavente.


Em entrevista exclusiva à Vida Ribatejana e ao Voz Ribatejana, Jorge Zacarias, presidente da Euterpe, revela que os próximos meses serão de decisões muito importantes para o futuro da colectividade. A Euterpe Alhandrense quer criar uma “Academia de Artes” e julga ter condições para alargar a actividade do Conservatório Silva Marques ao estatuto de ensino profissional.


Se assim for, poderá duplicar os actuais 400 alunos do Conservatório. Mas para isso, a Euterpe precisa de ampliar e melhorar as suas instalações. A solução poderá passar pela remodelação do actual edifício-sede, mas também poderá abranger (ou não) a recuperação do vizinho Teatro Salvador Marques.



Voz Ribatejana – Aos 160 anos, a Sociedade Euterpe Alhandrense é uma colectividade saudável ou uma colectividade que precisa, nesta altura, de alguma renovação, de alguma reestruturação, também para preparar o seu próprio futuro?


Jorge Zacarias – Eu diria que é uma colectividade saudável e, como colectividade saudável, temos que estar permanentemente em renovação, porque estas casas, se não estiverem completamente em renovação, tendem a estagnar e o pior que pode acontecer é estagnar em alguns momentos. O que representa logo um determinado retrocesso.


Diria que, neste momento, vivemos uma situação de alguma intranquilidade, motivada pelo pagamento que estamos a fazer de uma decisão em que o Supremo Tribunal de Justiça nos obrigou a ter que pagar uma indemnização por uma morte ocorrida há uns anos, há cinco/seis anos, na Piscina da Cimpor, piscina que nós gerimos. E essa indemnização vai ser paga este ano numa parte significativa.


O que representa (indemnização de 145 mil euros) cerca de 10 por cento do vosso orçamento anual?


No total da indemnização é isso. Já pagámos uma parte o ano passado e vamos pagar o resto este ano. Se não fosse isso, estaríamos com uma maior tranquilidade em relação a estas questões.


E isso significa contas equilibradas ou sempre com alguma preocupação anual para atingir o equilíbrio?


Sempre com alguma preocupação anual para atingir o equilíbrio. Neste momento temos contas equilibradas, dívidas a fornecedores não temos, temos as dívidas normais do dia-a-dia. Estamos a conseguir ter uma situação de gestão financeira equilibrada. Mas esta situação (indemnização) limita-nos para podermos pensar noutros contextos.


Precisávamos de reestruturar o funcionamento e de dar uma outra dinâmica do ponto de vista dos recursos humanos à instituição. Temos hoje mais de 100 funcionários, entre prestadores de serviços e pessoas do quadro. Movimentamos semanalmente mais de 1000 pessoas em actividades.


Temos uma estrutura que é profissional, mas faltam aqui alguns elementos de ligação e de dinâmica, eu diria permanente, junto deste corpo, que é um corpo já com algum significado. Mas não podemos, neste momento, almejar isso, porque temos esta prioridade.


Quando o Jorge Zacarias fala em equilíbrio das contas, tenho a sensação de que há oito/dez anos não era tanto assim. Significa que houve alguma evolução e alguns ajustes? Como é que foi?


Houve uma reestruturação profunda. Felizmente, antes da pandemia e que, depois, veio também a coincidir com a pandemia. Mas nós, no ano anterior à pandemia, em 2019, fizemos uma reestruturação profunda ao nível das actividades e dos recursos humanos. E isso deu estes frutos, até porque precisávamos de acalmar a vida desenfreada com que andávamos, no sentido de poder responder mensalmente aos nossos compromissos.


A Euterpe é, actualmente, uma colectividade sedeada em Alhandra, sobretudo com actividades em Alhandra, mas é uma colectividade que vai muito para além da vila de Alhandra. O que é faz actualmente a Euterpe?


A Euterpe, nesta altura, é um pólo de atracção cultural e desportiva, acima de tudo um pólo de atracção cultural de toda uma região. Temos aqui alunos que vêm do concelho de Benavente, do concelho de Azambuja, do concelho de Alenquer, do concelho de Arruda, da zona norte do concelho de Loures e de todas as freguesias do concelho de Vila Franca.


Quando definimos este projecto, há muitos anos atrás, pensámos: somos uma colectividade com uma dimensão física muito grande, tínhamos um excelente edifício para a época e estamos na freguesia, na altura, mais pequena do concelho de Vila Franca e também na mais envelhecida.


Portanto, só podemos continuar a desenvolver a Euterpe Alhandrense e a dar-lhe de volta os pergaminhos que já teve, se olharmos para fora, se conseguirmos cativar gente de fora. E como é que isso é possível. É com actividades que não existam em mais lado nenhum. Foi por isso que avançámos com o Conservatório Silva Marques.


A Euterpe tem, nesta altura, o objectivo de alargar a actividade do Conservatório em ensino profissional?


O que nós pretendemos é que nos dêem também o estatuto de escola profissional, ser possível no fundo que todo esse ensino profissional pudesse ser organizado. Continuava a ser o Conservatório Silva Marques, mas também com essa vertente. Seja qual for a vertente pela qual venhamos a enveredar, o Conservatório nunca perde a sua autonomia e o seu perfil, será sempre o Conservatório a gerir este processo.


Essa questão está clara. Falta a vontade política por parte do Governo em poder dar abertura para mais cursos profissionais. Este ano iremos novamente tentar fazer esse caminho, mas nada é garantido que conseguimos, porque estamos na Área Metropolitana de Lisboa e existem aqui também alguns lóbis que não nos permitem que haja outro tipo de crescimento e de desenvolvimento.


O Município de Vila Franca de Xira pode ter aqui um papel importante. Pode sempre ter uma influência política neste processo. É preciso perceber também qual é a importância que o Município dá ao projecto e essa é uma fase em que estamos neste momento em discussão. É um assunto que está a ser abordado e que tem um limite de tempo também de abordagem.


Não podemos andar ad eternum a abordar as coisas. É fundamental ter uma avaliação para uma candidatura para o próximo ano lectivo para nos podermos mexer junto do Ministério da Educação para o próximo ano lectivo, mas também no fundo ter uma visão mais integrada do projecto do Conservatório.


Saiba mais nas edições impressas da Vida Ribatejana e do Voz Ribatejana


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