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Deslizamento desalojou oito famílias na Calhandriz

  • Foto do escritor: Jorge Talixa
    Jorge Talixa
  • há 16 minutos
  • 2 min de leitura

Um deslizamento de terras na encosta sobranceira à Rua Heróis de Ultramar (parte alta da localidade da Calhandriz) gerou muita preocupação e levou, no dia 5, à retirada preventiva das famílias que residem em oito habitações. O acesso está limitado e são visíveis os danos causados sobretudo numa das moradias e num anexo.


Os habitantes têm procurado respostas mais concretas da Câmara e defendem mesmo a criação de um “Gabinete de Crise” para acompanhar o problema. Na Internet circula mesmo uma petição sobre o tema e o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira explica que está prevista a realização de análises técnicas ao solo, mas que só poderão ser feitas quando as terras deixarem de estar empapadas.


Soluções para a situação vão demorar e foi lançada uma petição online (já com mais de 500 assinaturas), que defende a criação de um “gabinete de crise” para acompanhar esta situação e a organização de uma audiência pública em que autarcas e moradores possam falar sobre o assunto. “A gravidade da situação exige uma resposta rápida, coordenada e transparente por parte do Município.


Atendendo ao número crescente de famílias afectadas, aos acessos condicionados e à necessidade de articulação eficaz entre entidades, importa estabelecer canais e metodologias de comunicação privilegiados, garantindo contactos directos e permanentes que permitam assegurar a reabilitação célere da zona e o acesso aos apoios de calamidade”, salientam os autores da petição. 


O tema foi, também, abordado na última reunião da Câmara de Vila Franca de Xira, com David Pato Ferreira, vereador da Nova Geração (coligação PSD/IL), a frisar que foram desalojadas oito famílias e a questionar que medidas já tomou o executivo camarário nesta matéria. Já Fernando Neves de Carvalho, vereador da CDU, lembrou que as primeiras “derrocadas” aconteceram, no local, no dia 5 de Fevereiro e que, entretanto, já houve mais deslizamentos.


“A situação é dramática e não acredito que alguma pessoa fique insensível”, vincou, realçando que os moradores estão organizados. “Alguns têm seguros, outros não e precisam de um documento e de um número de processo para comunicarem a situação às companhias de seguros. Depois, defendem a criação de um gabinete de crise para enfrentar esta situação.


Era importante poder aceitar esta proposta dos moradores”, defendeu Fernando Neves de Carvalho, referindo que a solução temporária de alojamento num pavilhão indicada pela Câmara não será a mais adequada. “Temos estado sempre no terreno. A situação nesta zona da Calhandriz ainda é muito instável do ponto de vista dos terrenos.


Falei com algumas pessoas, esse acompanhamento foi feito e as pessoas encontraram alternativas à alternativa de urgência imediata que tínhamos para oferecer”, esclareceu o presidente da Câmara, sublinhando que vai ser preciso fazer algumas “análises” aos terrenos, que não é possível fazer já, porque o solo está, ainda, “muito ensopado”.


“Qualquer escavação ou acção de limpeza ou de retirada de terras para análise mais profunda não pode ser feita já, porque os terrenos não apresentam segurança, nem para trabalhar, nem para garantir que não haverá deslizamentos complementares por via da mexida nas terras. Teremos que aguardar a consolidação dos terrenos”, sustenta Fernando Paulo Ferreira.



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