Câmara aprova proposta do PSD para sede do Banco de Portugal no Carregado
- Jorge Talixa

- 21 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

A Câmara de Alenquer aprovou, no dia 11, por unanimidade, uma proposta do vereador social-democrata Nuno Miguel Henriques para que se desenvolvam todas as diligências possíveis para que a nova sede do Banco de Portugal (BdP) venha a ser instalada/construída no complexo que o BdP já possui há 30 anos junto à vila do Carregado.
Neste complexo, com uma área total de cerca de 6,7 hectares, funcionam as reservas do BdP e está armazenada cerca de metade das reservas de ouro do país. Também neste espaço da Zona Industrial do Carregado funciona a empresa, detida, a 100 por cento pelo BdP, que imprime as notas que circulam no nosso País.
“No Carregado temos um grande complexo onde circulam milhões de euros por dia e onde estão armazenadas quase metade das reservas de ouro do país, além de trabalharem cerca de duas centenas de pessoas, não contando com o que gera a economia indirecta da presença deste complexo no nosso território municipal”, sublinha Nuno Miguel Henriques, frisando que a opção pelo Carregado/Alenquer geraria uma maior “rentabilização de deslocações, concentração de recursos materiais, físicos e humanos, mesmo num tempo digital”.
Nesse sentido, o eleito do PSD defende que a Câmara de Alenquer desenvolva “diligências” e conceda “condições especiais” para que possa concretizar-se no seu território “este investimento público estrutural para o concelho, em particular a localidade do Carregado, até pela sua situação geográfica e das acessibilidades presentes, mas principalmente previstas a curto e médio prazo.“
O autarca social-democrata sugeriu que esta proposta e as actas das últimas reuniões de Câmara sejam enviadas ao ministro Adjunto e da Reforma do Estado e ao actual e ao futuro governador do Banco de Portugal. Defendeu, igualmente, que o executivo camarário cessante e o novo executivo que resultar das autárquicas de 12 de Outubro desenvolvam todas as diligências neste sentido.
Pedro Folgado, autarca socialista que preside à Câmara de Alenquer disse, por seu turno, que não tem nada contra esta proposta, que permitiria rentabilizar instalações e concentrar recursos humanos. ”Vamos ver o que podemos fazer e se este investimento pode acontecer. Não tenho nada contra esta proposta.
Mas tenho dúvidas que se concretize, porque creio que a decisão está tomada”, constatou o edil. A proposta acabou aprovada por unanimidade (cinco votos do PS, um do PSD e um da CDU).
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