Arruda vota a bom ritmo e espera Declaração de Calamidade
- Jorge Talixa

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Os cerca de 12 500 eleitores inscritos no concelho de Arruda dos Vinhos votam, neste domingo, para as eleições presidenciais, depois da votação ter sido adiada por uma semana por decisão do Município local, tendo em conta o forte impacto das tempestades, que deixaram 25 vias de comunicação do concelho intransitáveis. A afluência às urnas está a ser semelhante à de actos eleitorais anteriores e, cerca das 13h00, já alguns milhares de arrudenses tinham exercido o direito de voto, apesar de saberem já qual é o resultado e quem é o vencedor destas eleições.
Carlos Alves, presidente da Câmara de Arruda, votou pouco depois das 10h00, no Pavilhão Multiusos da vila, onde estão concentradas a maioria das mesas de voto da freguesia da sede de concelho. E o autarca do PS realçou o comportamento cívico da população local, que mesmo nestas condições participa de forma muito significativa no acto eleitoral. A Câmara, atendendo ao facto de mais de 20 vias do concelho ainda estarem cortadas e de grande parte dos transportes estarem, por isso, suspensos, organizou circuitos de transporte alternativo com meios próprios.
Mas, na cabeça de muitos arrudenses, está a situação em que ficou (fica) o concelho depois da passagem deste “comboio” de tempestades. Os prejuízos em infraestruturas públicas e privadas, de acordo com a Câmara, poderão chegar aos 20 milhões de euros. O concelho tem ainda áreas significativas sem abastecimento de água, perto de 60 pessoas desalojadas e muitas vias de circulação cortadas ou condicionadas. O socialista Carlos Alves diz, por isso, não entender por que é que Arruda e outros concelhos vizinhos da região Oeste ainda não foram enquadrados nos mecanismos da Declaração de Calamidade.
O autarca arrudense sublinha, ao Voz Ribatejana, que o impacto de tudo isto continua a crescer no concelho e que continuam a surgir novos problemas de deslizamentos de terras, de vias e casas danificadas e de roturas em condutas de água (foram mobilizadas associações de bombeiros para levarem água em cisternas a diversos locais). Carlos Alves considera esta declaração “fundamental” para recuperar o concelho, porque permitirá às empresas e aos cidadãos mais afectados recorrerem a apoios e permitirá ao Município aceder a fundos para obras necessárias que nunca conseguirá fazer com os seus meios.
“Não é com um orçamento municipal de 22 milhões de euros, que em grande parte está comprometido com despesas correntes e com as questões básicas da vida do concelho, que vamos conseguir fazer face a toda esta situação”, sustenta o presidente da Câmara, referindo que está em causa a vida de muitas famílias e o funcionamento de muitas empresas, assim como a atractividade de um concelho que, nas últimas décadas, foi dos que mais cresceu no País.
“Já falei com toda a gente, mas ainda não fomos enquadrados na Declaração de Calamidade nem no chamado plano de contingência”, lamenta Carlos Alves, que logo no dia 9 foi contactado pelo Presidente eleito António José Seguro, que lhe manifestou toda a solidariedade para com o concelho e a população de Arruda e manifestou disponibilidade para ajudar em tudo o que estiver ao seu alcance.
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