• Jorge Talixa

Empreiteiro do Centro Escolar exige mais 300 mil


A empreitada de requalificação do Centro Escolar de Arruda dos Vinhos (CEAV) está na fase final, mas a empresa responsável reclama uma verba de 300 mil euros de “trabalhos mais” que a edilidade arrudense não aceita. André Rijo, presidente da Câmara de Arruda, disse, ao Voz Ribatejana, que espera que a obra fique concluída até ao início do ano lectivo, mas não tem garantias nesse sentido e admite que há atrasos na sua execução.

“O empreiteiro alega que o facto das obras se realizarem com a escola a funcionar (portanto com alunos) faz com que incorra em mais custos e tenha menos rentabilidade, assim como a não disponibilização 'atempada' do refeitório para início da intervenção neste local”, explica André Rijo, frisando que a Câmara recusou a exigência dos 300 mil euros, porque “não tem qualquer correspondência com o programa do concurso e todo o

procedimento contratual”. De acordo com o edil, a empresa adjudicatária “concorreu e no prazo legal que é atribuído para expor e reclamar de 'erros e omissões' nada apresentou. Portanto entende-se que no momento em que concorreu e apresentou a sua proposta para executar a obra estava ciente de todas as suas obrigações”, sublinha o autarca do PS, admitindo que a obra não está a decorrer “com o ritmo que desejaríamos e que seria

necessário para o cumprimento dos prazos ambicionados” e que o assunto está a ser acompanhado pelos advogados de ambas as partes. Para a realização destas obras, seis turmas do 1º. Ciclo foram deslocadas temporariamente para instalações do antigo externato adaptadas para o efeito. O Voz Ribatejana quis saber se estas turmas vão continuar no espaço provisório. “É uma matéria que estamos já, pelo menos, desde final de junho

a trabalhar articuladamente com a direção do agrupamento de escolas, com a coordenação do centro escolar, com a direção do externato e com a associação de pais e encarregados de educação, estando todas as entidades envolvidas e comprometidas para que o arranque do ano letivo decorra nas melhores condições possíveis”, garante o edil, que, nesta altura, não consegue prever se os trabalhos ficarão concluídos nos próximos dias.

“O que podemos dizer é que nos estamos a bater fortemente junto da empreiteira para que as obras estejam concluídas no arranque do ano letivo, mas também temos que dizer que não há garantias firmes na verificação deste cenário, portanto nesta data não iremos adiantar previsões de datas para termo da obra pois como se deve imaginar depende mais da empreiteira do que da câmara que tem honrado as suas obrigações contratuais e legais”, afiança André Rijo.

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