• Jorge Talixa

CAP critica “inércia” do Governo nas medidas contra a seca


O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) lamentou, na semana passada, em Benavente, a alegada “inércia” do Governo na aplicação de medidas que minimizem os efeitos da seca. Eduardo de Oliveira e Sousa, em declarações ao Voz Ribatejana, à margem da reunião do Conselho Consultivo do Ribatejo realizada em Benavente, admitiu que o sector “pode entrar em crise” se perdurarem estes efeitos da seca e se o Governo não tomar medidas que cheguem efectivamente aos agricultores.

“A seca tem uma dimensão e um impacto brutal no País inteiro, mas as medidas anunciadas em Junho pelo Governo, e que a CAP disse desde logo que deveriam ter sido anunciadas em Abril, ainda não estão a chegar aos agricultores e já estamos em Novembro. Há qualquer coisa que não entendemos”, sustenta Eduardo de Oliveira e Sousa. “A crítica que fazemos é de uma certa inércia na prossecução das medidas, que é necessário que cheguem a tempo e horas.

Há que tomar medidas no imediato e tomar também medidas já a pensar no ano que vem porque, pelos vistos, a seca não é um fenómeno que está para desaparecer, muito pelo contrário, está a tornar-se persistente e as medidas têm que ser tomadas com antecipação”, referiu.

O presidente da CAP diz que a Confederação tem apresentado propostas e que sabe que não pode pedir ao Governo que faça chover. Mas considera que há medidas como os prazos em que os animais podem ou não podem pastorear em determinadas áreas ou como certas culturas têm que seguir determinadas regras que podem e devem ser analisadas neste contexto de seca.

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