• Jorge Talixa

Sócios do Vilafranquense chumbam convocatória de assembleia


A assembleia-geral da União Desportiva Vilafranquense, convocada para a noite de terça-feira, não chegou a discutir os três pontos (polémicos) da ordem de trabalhos. Depois de rejeitar um pedido de nulidade da realização da assembleia, a mesa colocou os termos da convocatória à votação, que foram rejeitados pela maioria dos sócios presentes.


Votaram contra a convocatória 53 sócios. Votaram a favor outros 32 sócios, na sua maioria jogadores do plantel da equipa sénior da UDV Futebol SAD, que se filiaram no clube no passado mês de Outubro. Foi uma das mais concorridas assembleia-gerais dos últimos anos da União Desportiva Vilafranquense e os três pontos da ordem de trabalhos não eram para menos.


A convocatória previa deliberações sobre a suspensão da actividade desportiva do clube, a criação de uma nova associação “herdeira” da UDV e a transmissão da participação de 10 por cento que a UDV detém na União Desportiva Vilafranquense Futebol SAD.


Ao interior do Pavilhão José Mário Cerejo puderam aceder apenas os sócios com as quotas em dia, entre eles, para surpresa de alguns, quase todos os elementos do plantel principal e da equipa técnica da UDV Futebol SAD.


Foram transportados de autocarro pera o local da assembleia e, pelo que se percebeu, inscreveram-se como sócios no passado mês de Outubro, para, de acordo com os estatutos, já poderem votar na assembleia desta terça-feira.


Certo é que a sessão abriu com algumas intervenções prévias de associados, com David Inácio a sugerir que a comissão administrativa não teria competência para convocar uma assembleia com este teor e que a discussão de propostas com esta importância teria que ser precedida de uma sessão de esclarecimento dos sócios.


Ricardo Afeiteira Marques pediu, depois, a nulidade da assembleia com base no facto de os sócios não entenderem suficientemente o alcance dos pontos da ordem de trabalhos e da comissão administrativa não ter, alegadamente, apresentado contas nos últimos três anos, o que a colocará numa situação irregular.


O pedido de nulidade foi rejeitado pela mesa da assembleia que, em seguida, colocou os termos da convocatória da reunião magna à consideração dos sócios. Cinquenta e três rejeitaram a convocatória e outros 32 votaram a favor.


A sessão da assembleia-geral prosseguiu ainda durante algum tempo com esclarecimentos sobre as propostas em apreço. Aguardam-se novos passos da polémica, eventualmente com a convocação de uma assembleia para apreciação e votação de contas da UDV.


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