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  • Jorge Talixa

Greve no Hospital exige mudança para as 35 horas


Enfermeiros, auxiliares e técnicos de diagnóstico do Hospital de Vila Franca de Xira estiveram, esta quinta-feira, em greve. A adesão, segundo o Hospital, foi “significativa” e afectou sobretudo o funcionamento do bloco operatório e do internamento. Os trabalhadores reivindicam a concretização da mudança para o regime das 35 horas de trabalho semanal e a contratação de mais profissionais.


A situação arrasta-se há 18 meses e aguarda ainda um despacho favorável do Ministério das Finanças. O Hospital de Vila Franca de Xira (HVFX) já regressou à gestão directa pública há 18 meses, mas ainda não teve autorização do Ministério das Finanças para transitar do regime de 40 horas semanais (aplicado na anterior gestão de parceria público-privada) para as 35 horas semanais praticadas no sector público.


O arrastar da situação tem gerado múltiplos protestos dos cerca de 1500 funcionários do HVFX. Convocada pelos sindicatos dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), a paralisação registou uma “adesão significativa” de acordo com a administração hospitalar e afectou, sobretudo, o funcionamento do bloco operatório e das áreas de internamento.


Durante a manhã decorreu uma acção de protesto com trabalhadores do HVFX junto ao Ministério da Saúde e os sindicatos promotores da greve entregaram uma resolução aprovada pelos funcionários, que reivindicam a transição para as 35 horas semanais, a “contratação urgente” de mais profissionais, a harmonização com os direitos existentes nas restantes instituições do Serviço Nacional de Saúde e a contagem de pontos pelo serviço prestado nos 10 anos de parceria-público privada.


A administração do Hospital de Vila Franca de Xira EPE admitiu, em comunicado, que a greve gerou “algum constrangimento no normal funcionamento” da unidade hospitalar, afectando mais o bloco operatório e as áreas de internamento. “Todas as outras áreas assistenciais, ainda que afetadas, mantêm a sua atividade, sendo que em todos os serviços estão assegurados os serviços mínimos”, sustentam os responsáveis do HVFX.


“A greve tem causas que ultrapassam a capacidade de gestão do Hospital, já que é necessária autorização superior, nomeadamente do Ministério das Finanças, para a adesão às 35 horas semanais e consequente contratação de novos profissionais, como aconteceu nos demais hospitais do Serviço Nacional de Saúde, aquando da passagem das 40 horas para as 35 horas de horário de trabalho semanal”, explica a administração do HVFX, frisando que “o processo para adesão às 35 horas está concluído há vários meses, estando apenas a aguardar autorização da Secretaria de Estado do Tesouro, tendo-se mantido, sempre, um trabalho profícuo e de grande compreensão mútua entre os diferentes sindicatos envolvidos no processo e o Hospital”.


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