• Jorge Talixa

Relação de Lisboa condena Rosa Grilo e amante


O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu, esta terça-feira, condenar Rosa Grilo e o seu ex-amante António Joaquim à pena máxima de 25 anos de cadeia. Os juízes desembargadores decidiram manter a condenação da viúva de Luís Miguel Grilo, mas alteraram a sentença no que diz respeito ao funcionário judicial António Joaquim,

que tinha sido absolvido na primeira instância dos crimes de homicídio e de profanação de cadáver. A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) não é inesperada, porque o acórdão lido, em Março, pelo colectivo do Tribunal de Loures, deixava algumas questões em aberto. Designadamente,

não explicava como é que Rosa Grilo teria conseguido transportar sozinha o cadáver do marido e como é que teria sido a autora dos disparos, depois de ter afirmado que não sabia manejar armas. O Ministério Público não se conformou com a decisão da primeira instância e requereu a condenação de António Joaquim junto do TRL. Já Tânia Reis,

advogada de Rosa Grilo, alegou que à sua cliente também deveria ser aplicado o princípio ‘in dúbio pro reu” aplicado ao ex-amante. Certo é que, segundo foi revelado esta tarde por vários órgãos de comunicação de âmbito nacional, o TRL pronunciou-se, hoje, pela condenação dos dois amantes à pena máxima.

A Relação de Lisboa estava, também, pressionada pelos prazos, uma vez que Rosa Grilo sairia em liberdade se não houvesse uma decisão deste tribunal superior até 24 de Setembro. Agora, os advogados de defesa de Rosa Grilo e de António Joaquim poderão, ainda, apresentar recursos para o Supremo Tribunal de Justiça.

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