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Prótoiro quer regresso das corridas a 1 de Junho


Foto de Ana Serra

A Federação Portuguesa de Tauromaquia considera que há condições para realizar corridas de toiros em Portugal já a partir do dia 1 de Junho e tem uma proposta de 21 medidas preventivas para apresentar ao Governo. Em comunicado divulgado esta

terça-feira, a Prótoiro defende que as corridas de toiros deverão ter um tratamento semelhante ao futebol, ao teatro ou ao cinema e voltarem a realizar-se já no início de Junho. A Federação reclama, também, apoios para o sector já muito afectado pela pandemia. A estrutura que aglutina as associações de toureiros, forcados, empresários

e criadores de toiros de lide acrescenta que tem um plano traçado para propor ao Governo, que já apresentou, no passado sábado, ao Presidente da República, numa audiência no Palácio de Belém. A PróToiro sugere, assim, a criação de um Plano de Segurança Sanitário, que crie condições para a reabertura dos espetáculos taurinos a 1

de Junho e afiança que as praças de toiros “têm capacidade de aplicar as medidas sanitárias que o governo definiu para as salas de espetáculos e outras que sejam necessárias”. “A quase totalidade das praças são abertas e têm lugares marcados, permitindo garantir o distanciamento social. As praças serão sempre desinfetadas antes

de todos os espetáculos. O público terá de usar máscaras obrigatoriamente”, recomenda a Federação Portuguesa de Tauromaquia que, entre as medidas que propõe, refere, também, o fornecimento de desinfetantes nas portas de entrada e a medição da temperatura de cada espetador. “Todos os envolvidos no espetáculo serão

testados à covid-19, de acordo com as instruções da DGS. Touros e cavalos não são elementos de risco à saúde pública”, salienta. Já no que diz respeito à situação financeira do sector, a PróToiro defende algumas medidas de “caráter urgente”, como a suspensão ou moratória do pagamento de contribuições fiscais dos artistas,

empresários tauromáquicos e ganadeiros, durante o período de paragem da atividade. Propõe, também, o apoio social de sobrevivência para os artistas impedidos de exercer a sua profissão, durante a vigência da proibição dos espetáculos e reclama “a isenção do pagamento de IMI das praças de toiros durante o ano de 2020 e a criação de uma

linha financeira de apoio à alimentação e manutenção dos cavalos ao encargo dos artistas durante o período de paragem de atividade”. A reintegração dos espectáculos tauromáquicos na taxa reduzida de IVA de 6 por cento é outra medida preconizada pela Federação Portuguesa de Tauromaquia.

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