• Joel Balsinha

Cerci’s da Póvoa e de Azambuja com testes negativos


Os testes à covid-19 promovidos, nos últimos dias, nas Cerci’s da Póvoa de Santa Iria e de Azambuja deram todos negativos. As duas cooperativas de educação e reabilitação de cidadãos inadaptados somam mais de 100 utentes e funcionários. Na próxima semana deverão reabrir os centros de actividades ocupacionais. Os resultados dos 73 testes realizados, através da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, na Cerci Póvoa,

foram conhecidos no final da semana passada. "Foram feitos testes na CerciPóvoa e, felizmente, todos os resultados deram negativo aos 23 utentes e 51 funcionários que têm estado na instituição", afirmou José Manuel Gonçalves presidente da cooperativa, que antes de 16 de Março já tinha adquirido alguns equipamento, desde máscaras,

luvas e gel desinfetante. E, ao longo do tempo, foi adquirindo mais para fazer face às necessidades, revelando que esta semana receberam uma encomenda que fizeram de "mil máscaras de proteção que eram descartáveis. É um fato que fomos comprando e recebendo donativos. A Hovione, uma empresa farmacêutica, fez-nos uma doação

como a outras instituições, de 25 litros de gel desinfetante. A Solvay, uma empresa de produtos químicos, através da junta de freguesia da Póvoa e Forte da Casa, fez também uma oferta. E uma empresa amiga deu 35 litros de gel desinfetante. Todo o material que estamos a necessitar estamos nós a comprar", salientou José Gonçalves,

em declarações ao Voz Ribatejana, sublinhando que "a instituição em termos financeiros está numa situação tranquila. Como é lógico, todos os apoios que vierem são bem-vindos, no entanto estamos a trabalhar nós próprios para que quer os trabalhadores quer os próprios utentes tenham os equipamentos de proteção e possam usar”, referiu,

mostrando-se “um pouco preocupado” com a reabertura do centro de atividades ocupacionais a partir de 18 de Maio, porque vão receber mais cerca de 78 utentes que têm estado em casa, bem como alguns trabalhadores que retornam ao seu posto de trabalho. “Estamos a falar de deficiência e alguns deles não têm disposição para usar a

máscara especificamente, com os quais vamos ter de ter alguns cuidados. Solicitámos à delegada de saúde que todos estes utentes que vão regressar possam ser testados antes, para termos a certeza de que toda a gente está em condições de poderem vir para a instituição”, salientou o presidente da CerciPóvoa. Já na Cerci Flor da Vida, com

sede em Azambuja, os testes realizados com base nas recolhas de 2 de Maio também foram todos negativos. A instituição presta serviços de prevenção, educação, reabilitação e inserção social e profissional a pessoas com deficiência e às suas famílias, nos concelhos de Azambuja, Alenquer, Cartaxo e Vila Franca de Xira. "Temos

22 utentes, sendo 11 em cada uma das duas unidades de residência, porque houve um caso, em que a família optou por levá-lo, antes desta contingência. Temos seguido as orientações e normas da Direção-geral de Saúde. Criámos todos os mecanismos internos ao nível da prática de proteção individual, tanto dos utentes como dos

colaboradores. E fizemos uma intensa formação com todos, desde utentes aos colaboradores", explicou José Manuel Franco, presidente da Cerci Flor da Vida, ao Voz Ribatejana. Esta entidade conta com sete respostas sociais, valências e utentes numa média de idades na ordem dos 45 e dois casos de 61 e 62 anos. E tem duas unidades

de lar residencial com características muito próprias e diferenciadas. "Uma das unidades é a sede e residência e funciona como centro de atividades ocupacionais, o que quer dizer que tem espaços próprios quer ao nível multiusos, um campo terapêutico e salas de fisioterapia com uma série de equipamento. Este confinamento

obrigou a um intensificar de apoio psicológico para evitar estados de depressão, o que se tem verificado de fato. Tem havido uma necessidade da nossa intervenção por causa de episódios e questões levantadas do foro psicológico”, constata José Franco, vincando que, logo que a pandemia se revelou, as visitas aos espaços foram proibidas.

“Neste momento eles notam perfeitamente essa falta dos familiares. Estão constantemente a perguntar quando isto acaba e podem ir a casa ou ter visitas daqueles que sentem mais essa ausência em particular. Naturalmente tem havido, tanto por parte dos colaboradores e órgãos sociais, atenção aos utentes. Redobramos o

afeto que normalmente temos para eles nesta fase”, salientou. Por outro lado, houve necessidade de criar uma "zona segura e escalas de rotação. Há grupos que têm ido de semana a semana. Outros trabalham de noite. Tentamos ao máximo evitar cruzamento e focos de contágio entre os que entram e saem. Temos uma área de

entrada limpa onde as pessoas chegam e mudam de roupa. Na saída as pessoas tomam duche. Estas são práticas que a covid-19 impôs e que no futuro vão ter de ser continuadas", admite. Cerca de 18 pessoas retornam aos espaços da instituição, em Azambuja e Olhalvo (Alenquer), já no próximo dia 18 de Maio, para retomarem as

atividades ocupacionais, onde existem já vinte e dois utentes em regime de internato. "Aguardamos orientações, nomeadamente um guião, quanto ao próximo dia 18, contudo temos como adquirido que nessa data vamos abrir o centro de atividades ocupacionais de Azambuja e Olhalvo em três fases. O espaço de Olhalvo tem estado

fechado e abrirá só com um grupo de utentes. Este aqui da Azambuja também o mesmo, porém como estão cá residentes ao mesmo tempo que os das atividades ocupacionais, vamos criar duas zonas distintas para evitar contágio”, concluiu José Franco.

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