Vilafranquense vai jogar partidas da II Liga em Rio Maior

A falta de condições do Campo do Cevadeiro para as exigências da II Liga vai obrigar a União Desportiva Vilafranquense a jogar as partidas “caseiras” de toda a próxima temporada em Rio Maior. A possibilidade de realização de obras imediatas no Cevadeiro ainda foi ponderada, mas teriam que estar prontas até Novembro, o que as autarquias julgam que é inviável, devido aos prazos legais dos procedimentos de contratação pública.

 

O caso está a gerar controvérsia, com um primeiro comunicado da SAD do Vilafranquense, um esclarecimento da Câmara, que se demarca do conteúdo do comunicado da SAD, e um grande mal-estar entre sócios e adeptos do clube, que defendem que deveriam ter sido esgotadas outras alternativas. Certo é que, no dia 24, em reunião entre da União Desportiva Futebol SAD (Sociedade Anónima Desportiva), a Câmara de Vila Franca e representantes da

 

Liga, ficou claro que seria quase impossível criar condições para fazer jogos da II Liga no Cevadeiro, nesta temporada. De acordo com os regulamentos, o estádio/campo que for utilizado em Novembro terá que se manter até ao final da época, sob pena do clube em causa sofrer penalizações que podem ir até à descida de divisão. Considerando que muito dificilmente as obras necessárias no Cevadeiro estarão prontas até Novembro, a solução

 

deverá ser mesmo fazer toda a temporada em Rio Maior. "Apesar da vontade da SAD, do clube, dos seus responsáveis, adeptos e simpatizantes e da Câmara Municipal, de se jogar no Campo do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira, foi o mesmo transmitido à Liga, sendo que as exigências apresentadas por aquele organismo para esse efeito não são realisticamente possíveis de concretizar dentro dos prazos exigíveis pela própria Liga",

 

anunciou a UDV SAD em comunicado divulgado na terça-feira. A mesma nota acrescenta que chegaram a ser equacionadas outras possibilidades mais próximas de Vila Franca de Xira, como Massamá, Cartaxo e Jamor, mas concluiu-se que não seriam viáveis para fazer face às necessidades, não apenas em dias de jogos, mas também dos treinos diários necessários e estágios indispensáveis quando as obras arrancarem no Campo do Cevadeiro, o

 

que poderá ocorrer “muito em breve”, adianta a SAD. Muitos adeptos do Vilafranquense já reagiram negativamente a esta decisão na página de facebook da SAD, considerando que afasta os sócios, o clube, cidade e o concelho dos palcos de um campeonato profissional e de todos os benefícios económicos que poderia trazer para a região. Alguns não entendem por que é a utilização do estádio do Futebol Clube de Alverca não é equacionada,

 

independentemente de alguma rivalidade que possa existir entre os dois clubes vizinhos. Já esta quarta-feira, a Câmara de Vila Franca de Xira divulgou um esclarecimento em que sustenta que o teor do comunicado da UDV “apenas vincula a SAD daquele clube, demarcando-se esta autarquia das declarações ali proferidas, que não foram previamente concertadas com a Câmara Municipal antes da sua divulgação online”. A edilidade

 

vila-franquense “reafirma a sua disponibilidade para apoiar a UDV, designadamente na introdução de melhorias ao Campo Municipal do Cevadeiro, no quadro das suas competências e no estrito cumprimento da lei”, mas sublinha que “foram colocadas exigências pela Liga de Futebol, no que respeita às condições do campo, às quais não é possível corresponder no curto prazo”. “Outras decisões relacionadas diretamente com a gestão do Clube, são

 

necessariamente da estrita responsabilidade da entidade responsável por essa gestão, vinculando exclusivamente a SAD da União Desportiva Vilafranquense”, conclui o esclarecimento da Câmara de Vila Franca.

 

Saiba mais na edição impressa de 3 de Julho do Voz Ribatejana e na edição de Junho da revista Vida Ribatejana

 

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