• Jorge Talixa

Utentes reclamam melhor atendimento no centro de saúde


Um grupo de utentes do centro de saúde da Castanheira do Ribatejo concentrou-se à porta da unidade, reclamando melhores condições de atendimento e a colocação de mais médicos. Na oportunidade foi lançado um abaixo-assinado, que deverá ser entregue às entidades competentes até final de Maio. O agrupamento regional de centros de saúde prevê a colocação de mais um médico no Verão e sublinha que é sempre possível fazer

solicitações à unidade de saúde através de e-mail. Falta de médicos, mais de 1600 utentes sem médico de família, grandes dificuldades para marcar consultas de recurso pelo telefone e casos frequentes de encaminhamento de utentes para Alverca, são alguns dos principais problemas denunciados, na manhã de quinta-feira, por um grupo de utentes da Unidade de Saúde da Castanheira do Ribatejo. Segundo referiram, as actuais condições de

funcionamento da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) da Castanheira levam a que muitos utentes optem por esperar, durante a madrugada, à chuva e ao frio, à porta do centro de saúde, para conseguirem obter uma consulta. “Esta unidade de saúde tem 8133 utentes inscritos, mas 1675 não têm médico de família. Têm médicos de reforço, mas não se consegue marcar consultas pelo telefone. Tentar marcar consultas pelo telefone é

para esquecer, as pessoas ligam, mas não atendem ou está sempre impedido”, sustenta Pedro Gago, um dos utentes envolvidos no protesto, vincando que, nessas condições, “muitas pessoas, muitas delas idosas e doentes, como não têm outra alternativa, vão para a porta do centro de saúde de madrugada e ficam ali horas à espera para marcar uma consulta”, acrescenta. Em resposta ao Voz Ribatejana, o Agrupamento de Centros de Saúde do

Estuário (ACES) do Tejo explica, por seu turno, que a UCSP da Castanheira “tem um total de 1733 utentes sem médico de família”, mas que “atualmente a assistência médica a estes utentes é assegurada por um clínico contratado em prestação de serviços, em regime de 20 horas semanais, três dias por semana”. De acordo com Maria do Céu Canhão, directora executiva do ACES, “é expectável que esta situação seja brevemente

ultrapassada com a colocação de um novo especialista de medicina geral e familiar, no âmbito do novo concurso, previsto para o início do verão (1ª época de 2019)”. A responsável do ACES acrescenta que, apesar de não terem médico de família atribuído, estão asseguradas consultas de Saúde Infantil, Saúde Materna e Planeamento Familiar “a todos os utentes que delas necessitem”. E garante que é sempre possível fazer solicitações através de mensagens para o e-mail da unidade que são respondidas diariamente.

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