• Jorge Talixa

Normalidade nos combustíveis pode demorar 5 dias


A greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas que, nos últimos três dias, abalou o País foi desconvocada na manhã desta quinta-feira, depois de um acordo de princípio alcançado entre o Sindicato do sector e a Associação que representa as empresas transportadoras. O regresso à normalidade no abastecimento

pode demorar dois a cinco dias. Até lá funciona uma “rede prioritária” com 310 postos distribuídos por todo o país onde têm prioridade viaturas de serviços públicos essenciais e os particulares podem abastecer até 15 litros. Na região estão integrados nesta rede três postos do concelho de Vila Franca de Xira (Jumbo de Alverca, Prio do

Forte da Casa e Repsol de Vila Franca-Povos). Os postos Galp de Azambuja, Alves Bandeira de Alcoentre, Prio do Porto Alto, “Genérico” de Salvaterra e Galp de Sobral de Monte Agraço também integram esta rede. No início da próxima semana tudo deve regressar à normalidade, numa situação que gerou o pânico entre muitos

automobilistas confrontados com a falta de combustíveis em muitos postos, sobretudo de gasóleo. Onde era possível abastecer geraram-se grandes filas e o Governo recorreu à requisição civil e a um plano de contingência para minimizar os transtornos causados nesta quadra da Páscoa. Já na madrugada de quinta-feira uma nova

reunião promovida pelo Governo com representantes do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e da Associação Nacional de Transportadores de Mercadorias (ANTRAM) resultou na assinatura de um protocolo em que as partes se comprometem a procurar um acordo definitivo até final deste ano. O objectivo será

definir o acordo coletivo para o sector dos transportes de matérias perigosas, visando “promover e dignificar a actividade de motorista de materiais perigosos”. De forma a garantir o início das negociações, o SNMMP cessa “com efeitos imediatos a greve geral dos motoristas actualmente em curso, que teve início no dia 15 de Abril”.

O Governo, por sua vez, tendo em conta “o interesse do colectivo e a necessidade de garantir a satisfação das necessidades colectivas, admite acompanhar o referido procedimento negocial e criar as condições necessárias para que as partes possam, em paz social e na sequência do cancelamento da greve em vigor, atingir os resultados pretendidos”.

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