• Jorge Talixa

Aumento da afluência “entope” urgências do Hospital


(em Actualização)

O aumento da afluência de doentes e o esgotar da capacidade de internamento obrigou, na passada segunda-feira, o Hospital de Vila Franca de Xira a solicitar ao CODU (Centro de Orientação de Doentes) que suspendesse o encaminhamento de utentes para o serviço de urgência. O problema foi ultrapassado na manhã de terça-feira, mas a urgência hospitalar tem registado níveis de afluência muito elevados nos últimos dias. Só na segunda-feira passaram pela urgência hospitalar 520 doentes, o número mais alto desde o início do ano. Durante cerca de 21

horas, os doentes originários desta região foram reencaminhados pelo CODU para hospitais de Lisboa e de Santarém. Os que se deslocaram por meios próprios foram atendidos normalmente. O Voz Ribatejana apurou que a sobreocupação dos serviços de internamento obrigou a “internar” provisoriamente 45 doentes nos espaços do Serviço de Urgência. Na terça-feira, a situação melhorou e o Hospital voltou a receber doentes com normalidade. As segundas-feiras são, normalmente, os dias de maior afluência à urgência. O problema foi também abordado,

esta quarta-feira, em reunião da Câmara de Vila Franca de Xira, com a vereadora Regina Janeiro (CDU) a questionar que informação tem o executivo camarário sobre estas dificuldades da unidade hospitalar. “Ficámos estupefactos com a informação de que a urgência ficou sem capacidade de resposta. Partimos do pressuposto de que um Hospital tão recente já tenha sido planeado para ter em conta este aumento da esperança de vida e da procura dos utentes. Surpreende-me que a urgência tenha ficado sem capacidade de resposta”, referiu Regina

Janeiro. Alberto Mesquita, presidente da Câmara vila-franquense, reconhece que há problemas, sobretudo ao nível da capacidade de internamento. Segundo apurou junto da administração hospitalar, a situação da passada segunda-feira “afectou poucos doentes” e “foi revertida” a partir do início da tarde, sendo o “desvio” temporário de doentes articulado com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). “Houve um pico de afluência que, depois, em articulação com a ARS, se foi desvanecendo. Neste período da gripe é importante que

as pessoas recorram primeiro aos centros de saúde. Temos que encontrar soluções para que este primeiro embate da gripe seja atendido através dos centros de saúde”, observou o edil, admitindo, no entanto, que há um problema de fundo, que é a necessidade de ampliação do novo Hospital.

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