• Jorge Talixa

Porto Alto contra fecho do posto dos Correios


Eleitos da freguesia de Samora Correia exigem a manutenção do posto de correios do Porto Alto. Os CTT não recuam na decisão de encerramento, garantem que privilegiam a proximidade às populações e que são mais as aberturas do que os encerramentos de serviços. A Assembleia de Freguesia de Samora Correia aprovou, na semana passada, por unanimidade, uma moção contra a decisão dos CTT de fecharem o posto de correios que funciona há décadas no Porto Alto. O documento, apresentado pela bancada da CDU, manifesta a “total oposição”

dos autarcas locais ao encerramento dos CTT no Porto Alto, considerando que a medida terá “graves consequências para a população”. Os perto de 5 mil habitantes da área do Porto Alto terão, assim, que recorrer aos balcões mais próximos dos correios, em Samora Correia e em Benavente. A moção aprovada na Assembleia de Freguesia samorense contesta “o caminho que está a ser concretizado pela administração dos CTT de destruição do serviço postal”, acusando os responsáveis da empresa, privatizada há cerca de seis anos, de valorizarem os lucros em detrimento do serviço público postal que os CTT estão obrigados a prestar. O documento

alerta, ainda, para a situação dos trabalhadores, que vêem o seu posto de trabalho ameaçado. O gabinete de imprensa dos CTT tem uma leitura diferente e sustenta que “as soluções encontradas visam proporcionar sempre uma melhor qualidade global nos serviços que os CTT prestam e assegurando a prestação do serviço público e ainda o pagamento de prestações sociais, a entrega de objetos avisados e o pagamento de faturas, muitas vezes com vantagens de conveniência devido a horários mais alargados e convenientes para as populações”. Em resposta ao Voz Ribatejana, os CTT afirmam que a sua rede de retalho “mantém uma forte

capilaridade e proximidade com as populações e, através da associação a parceiros, esta rede contribui para o desenvolvimento da economia local”. Acrescentam, ainda, que a empresa tem vindo “a reforçar os pontos de acesso por todo o país, mantendo a relação de proximidade com as populações e garantindo que as necessidades dos clientes estão asseguradas. Temos hoje 2392 Pontos de Acesso, mais 75 Pontos CTT do que em 2014, ano da privatização, por onde passam mais de 100 mil clientes por dia, estando as aberturas a ocorrer a maior ritmo do que a desativação de lojas”, conclui o gabinete de imprensa dos CTT.

Saiba mais na Edição impressa de 21 de Dezembro do Voz Ribatejana

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