• Joel Balsinha

Vinte e dois voluntários limparam a margem do Rio Tejo


Uma ação de limpeza, organizada pelo movimento activista para a desplastificação da zona ribeirinha, levou 22 voluntários, no dia 14 de Outubro, às margens do Tejo entre Alhandra e Vila Franca de Xira. Os resultados práticos da ação foram visíveis com a recolha de mais de 20 sacos com material plástico, outros resíduos, pontas de cigarro, cotonetes e toalhetes. "Foram recolhidos mais de 22 sacos com material plástico e outros resíduos prejudiciais ao ecossistema do estuário do Tejo. Para além deste lixo mais volumoso, também foi recolhido lixo mais pequeno como pontas de cigarro, cotonetes e toalhetes. Ficámos especialmente preocupados por,

num espaço com 8 metros quadrados, termos recolhido 535 cotonetes! Provavelmente haverá mais cotonetes do que peixes no leito do rio Tejo. Ficámos muito satisfeitos com os resultados desta acção, pela quantidade de lixo recolhido, mas também porque foi possível sensibilizar os cidadãos que usufruem das margens do rio”, referiu a organização ao Voz Ribatejana. O movimento, que conta com quatro organizadores, existe faz cinco meses e a sua primeira ação aconteceu em Maio de 2018. Até ao momento contam com quatro intervenções, em que duas delas foram na Póvoa de Santa Iria, outra no Forte da Casa e a última desenrolou-se agora em Alhandra.

O seu modo de operação não passa apenas pela "desplastificação da zona ribeirinha", mas também pela "sensibilização das pessoas para a importância de preservar o ecossistema". Estas medidas, pelo que nos disseram, devem-se a "um grande problema comportamental, em que é urgente uma mudança em relação ao plástico descartável, não basta reciclar é urgente reduzir o consumo. Mudar atitudes, por exemplo quando vamos às compras dizer que não às embalagens descartáveis, reaprender, voltar um pouco ao antigamente, como por exemplo usar sacos de pano. Aprender a dizer não e a questionar.

O lixo que produzimos diariamente tornou-se o nosso principal inimigo. Todo o lixo abandonado, facilmente chega ao rio, este lixo é uma ameaça ao ecossistema, afeta o bem-estar, a saúde ambiental e pode causar problemas de saúde ao entrar na cadeia alimentar. Tem grande impacto no turismo e custo para a economia a seu tempo", sublinharam. E esta ação, coincidência, ou não, ocorreu logo pela manhã de domingo horas depois da passagem do Furacão Leslie por Portugal em que os 22 corajosos voluntários ofereceram "parte do fim-de-semana para deixar a margem do Rio Tejo mais limpa".

Saiba mais na Edição impressa de 31 de Outubro do Voz Ribatejana

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