• Jorge Talixa

Interrogatório do caso de Luís Grilo prossegue no sábado


O interrogatório dos dois arguidos do caso do homicídio do triatleta Luís Grilo foi suspenso cerca das 21h30 de sexta-feira e vai prosseguir na manhã de sábado. De acordo com fonte judicial, durante a tarde de hoje foram identificados os dois suspeitos – a viúva Rosa Grilo e o seu alegado amante António Joaquim – e recolhidas as primeiras declarações de Rosa Grilo. Ao contrário do que aconteceu após a detenção pela Polícia Judiciária, o oficial de justiça António Joaquim também estará, agora, na disposição de responder às questões da juíza de instrução criminal de Vila Franca de Xira, Andreia Valadas. Os dois suspeitos, detidos na quarta-feira pela Polícia

Judiciária, foram conduzidos ao Tribunal de Vila Franca cerca das 13h50 de hoje. O interrogatório só começou, todavia, já cerca das 17h30, devido a alguma demora na chegada da documentação do processo e à definição dos defensores dos dois arguidos. Tânia Reis, advogada estabelecida em Alverca, representa Rosa Grilo e António Joaquim, que terá aconselhado a prestar declarações nesta fase inicial do processo. A juíza de instrução decidiu, no entanto, suspender o interrogatório quando ficou concluída a inquirição de Rosa Grilo e guardar a audição de António Joaquim para a manhã de sábado. As medidas de coação só serão conhecidas também no sábado,

depois das alegações do Ministério Público e da argumentação da advogada de defesa. Ao longo do dia, aglomeraram-se largas dezenas de pessoas junto ao Tribunal de Vila Franca de Xira, despertas pelos contornos do caso e pelo seu acompanhamento mediático. A maioria, embora admitisse não conhecer os envolvidos, condenava o alegado comportamento da viúva e a forma como terá estado envolvida no caso que levou à morte de Luís Grilo, engenheiro informático de 50 anos, morto com um tiro na cabeça, ao que tudo indica no interior da sua própria casa. Já cerca das 16h30, Américo Pina, pai de Rosa Grilo,

aproximou-se da zona de acesso às celas do tribunal e trocou algumas palavras com os agentes policiais.“Não acredito na culpabilidade da minha filha. Não conheço nenhum casal tão amigo durante tantos anos como a minha filha era com o marido”, garantiu, em declarações ao Voz Ribatejana, explicando que não sabe qual é o estado espírito da filha, mas que a aconselhou a falar e garantindo que, independentemente do desenvolvimento do caso, estará sempre do lado da filha, que descreveu como uma pessoa “normalíssima e muito responsável”.

Saiba mais na Edição impressa de 3 de Outubro do Voz Ribatejana

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