• Jorge Talixa

Materiais do antigo hospital doados para a Guiné-Bissau


Grande parte dos equipamentos que ainda permaneciam no antigo hospital de Vila Franca de Xira foram retirados no passado fim-de-semana, no âmbito de uma operação que visa a sua doação a um hospital da Guiné-Bissau. A iniciativa insere-se numa parceria entre a Misericórdia vila-franquense e a instituição Corações com Coroa, liderada por Catarina Furtado, que vai tratar do encaminhamento dos materiais para território guineense. Pretende, também, minimizar os efeitos dos sucessivos assaltos e actos de vandalismo que têm ocorrido nos antigos edifícios hospitalares.

Cerca de 30 pessoas (voluntários) estiveram envolvidas na operação de retirada de equipamentos que ainda permaneciam nas instalações do antigo hospital. São centenas de objectos, incluindo camas e mobiliário diverso, que vão ter como destino a maternidade do Hospital Simão Mendes da Guiné-Bissau. A mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira (proprietária das instalações do antigo hospital) estabeleceu um protocolo com a instituição Corações com Coroa, através do qual fica estabelecido o transporte e doação dos materiais ao hospital guineense em que se insere aquela maternidade.

Os equipamentos em causa foram doados à Misericórdia pelo grupo José de Mello aquando da transferência do Hospital para as suas novas instalações (Abril de 2013). Mas a doação tinha como condição que os referidos materiais não poderiam ser vendidos, apenas reaproveitados ou cedidos para fins sociais. Nestes cinco anos, a Misericórdia cedeu alguns destes equipamentos a associações e famílias mais carenciadas e entregou mesmo 30 colchões e 700 peças de roupa para famílias vítimas dos fogos de Pedrogão Grande.

Armando Jorge de Carvalho, provedor da Misericórdia explica que esta doação para a Guiné-Bissau é, também, uma forma de garantir que estes materiais terão um destino útil e de minimizar os roubos que aconteciam no antigo hospital quase diariamente. “Foi uma tentativa de tirarmos o máximo possível para que possa ser posto ao serviço de terceiros, já que não podemos ficar com nada daqueles materiais para o futuro projecto e os roubos eram quase diários. Assim, estes equipamentos vão ser colocados ao serviço da população da Guiné-Bissau, ao abrigo da cooperação portuguesa com os PALOP”, sublinha Armando Jorge.

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