• Jorge Talixa

Sócios decidem futuro do Vilafranquense no dia 15


Os sócios da União Desportiva Vilafranquense (UDV) são chamados a participar numa assembleia-geral marcada para a noite de dia 15 de Novembro, que promete muita discussão. Em cima da mesa estão questões tão decisivas para a vida colectividade como a suspensão da sua actividade desportiva, a constituição de uma nova associação que “herde” a função desportiva da UDV e a possibilidade de venda dos 10 por cento que a UDV ainda detém na Vilafranquense Futebol SAD.


Conforme noticiou o Voz Ribatejana no final de Setembro, os sócios da União Desportiva Vilafranquense vão ser chamados a pronunciarem-se, já nesta terça-feira (20h30), sobre a possibilidade de “transmissão” da participação de 10 por cento que o clube detém no capital da União Desportiva Vilafranquense Futebol SAD. Criada há cerca de seis anos, esta sociedade anónima desportiva conseguiu levar o clube à II Liga e, depois de algumas épocas complicadas, a equipa principal está mesmo nos lugares cimeiros.


Mas o processo de construção de um estádio (municipal ou não) nunca avançou em Vila Franca de Xira e a administração da SAD tem pressionado a comissão administrativa que gere o clube para a venda dos 10 por cento que ainda não detém. A SAD, sabe o Voz Ribatejana, acena com uma verba da ordem dos 400 mil euros e pretenderá, tudo indica, procurar um entendimento com outro clube de outra região do país que já disponha de estádio.


A União Desportiva Vilafranquense, que em Abril comemorou 65 anos de existência, debate-se, há perto de 20 anos com uma situação financeira extrema, uma vez que o clube tem dívidas da ordem de 1 milhão de euros ao Fisco e à Segurança Social. As últimas direcções ainda tentaram negociar acordos de pagamento que o clube acabou por não conseguir cumprir.


E, nos últimos sete anos, a UDV tem sido gerida por comissões administrativas, com pouca margem de manobra e dificuldades extremas, uma vez que quaisquer verbas que a colectividade possa receber em contas bancárias são rapidamente retidas e penhoradas. Agora, a comissão administrativa da UDV entendeu ser o momento para colocar aos sócios uma “saída” de que já se fala há muitos anos e que passaria pela criação de um novo clube.


A assembleia-geral integra, assim, três pontos de extrema importância para a União Desportiva Vilafranquense. A ordem de trabalhos abre com uma proposta de deliberação sobre “a suspensão da actividade desportiva da União Desportiva Vilafranquense”. Depois, a convocatória, assinada pelo presidente da mesa da assembleia-geral, prevê a deliberação sobre “a constituição de uma nova associação desportiva, herdeira da União Desportiva Vilafranquense”.


O terceiro e última ponto da ordem de trabalhos aponta para a deliberação sobre “a transmissão da participação de 10 por cento que a União Desportiva Vilafranquense detém na União Desportiva Vilafranquense Futebol SAD, a favor da acionista maioritária Números Mouriscos – Unipessoal, Lda”.


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