Oposição questiona opções musicais do Xira Sound Fest
- Jorge Talixa

- 7 de jun.
- 2 min de leitura

O rescaldo do recente Xira Sound Fest esteve em foco na última reunião camarária de Vila Franca de Xira, com Carlos Alvarenga, vereador do Chega, a questionar as opções na definição do programa de festival, que considera que se foca demasiado na música hip hop e rap e que poderia (e deveria) abranger também bandas de rock e de música pop.
“É importante as pessoas terem actividades de lazer, mas estas questões devem ser escrutinadas pelos vereadores da oposição. Gostaria de perguntar qual foi o impacto do recente Xira Sound Fest, qual foi a afluência. E gostaria de perguntar qual é o critério da escolha dos estilos de música dos últimos anos. É o hip hop, é o rap e mais nada.
Não quero recordar os tempos do Xira Jovem, mas no Xira Sound Fest o critério tem sido sempre escolher artistas de hip hop e de rap”, constatou o eleito do Chega, questionando por que é que há este foco e por que é que não participam também bandas de rock, de pop ou de outros estilos. “Por que é que a Câmara, no Xira Sound Fest, continua sempre e só a escolher este tipo de música e qual é o valor total gasto neste evento?”, questionou, ainda, Carlos Alvarenga, que apontou também algumas letras completamente desadequadas de músicas de Gabriel o Pensador, como a “Lôraburra”.
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, observou, depois, que no Xira Sound Fest não estão em causa os gostos musicais dos eleitos municipais, porque “este é um festival que é montado e criado com os jovens e a partir da dinâmica que temos com os jovens do concelho de Vila Franca de Xira”, referiu o autarca do PS, acusando eleitos do Chega de pretenderem “censurar” cartoons expostos no recente Cartoon Xira e de quererem “censurar agora um artista como Gabriel o Pensador”.
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