• Jorge Talixa

Obra da variante rodoviária avança em Arruda


A empreitada da variante rodoviária à vila de Arruda foi consignada esta quarta-feira. Os trabalhos deverão arrancar nas próximas semanas e ficar concluídos no final de 2023. Envolvem uma estrada com 2, 3 quilómetros de extensão que visa retirar muito do trânsito, sobretudo pesado, que hoje em dia atravessa o centro da vila.


A variante rodoviária externa à vila de Arruda dos Vinhos envolve um investimento próximo dos 6 milhões de euros, a que se vem juntar mais cerca de 1 milhão de euros gastos no projecto e na aquisição e expropriação dos terrenos necessários.


A nova estrada ligará a zona do Cemitério de Arruda às proximidades da Zona Industrial das Corredouras. Contempla uma ponte/viaduto e quatro rotundas e espera-se que venha a retirar mais de 90 por cento do trânsito pesado que atravessa a vila.


Os trabalhos foram consignados na quarta-feira, numa cerimónia realizada no auditório municipal de Arruda em que esteve presente o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. No final, o governante foi distinguido com a Chave de Honra do Município, como reconhecimento pela forma como tem apoiado objectivos importantes para o concelho como a construção desta variante e o desenvolvimento do novo bairro social João de Deus.


“Este é um projecto estruturante e estrutural para o desenvolvimento do concelho e para atrair mais investimentos. O que se perspectiva é que os transportes pesados deixem de circular dentro da vila, gerando mais segurança junto do centro de saúde, da escola, dos bombeiros”, frisou o André Rijo, presidente da Câmara de Arruda, explicando que o projecto contempla quatro rotundas, nas ligações à Estrada Nacional 248 (próximo do cemitério), à estrada municipal que liga Arruda às Cardosas, à Zona Industrial de Arruda e à estrada que segue para o Carregado.


“Hoje é um dia feliz para todos. Mas esta obra nasce porque fomos persistentes e acreditámos neste objectivo”, sublinhou André Rijo, admitindo que não será fácil para alguns dos que viram parcelas de terreno “ocupadas” por este traçado, mas frisando que o interesse público por vezes tem que se sobrepor ao interesse particular.


“Foi um longo caminho, mas chegámos aqui. É a prova provada de que para Arruda não há impossíveis. Façamos, agora, o possível para que a obra corra bem, se possível dentro do prazo e com o menor impacto possível”, acrescentou o presidente da Câmara.


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