• Jorge Talixa

Novo concurso para a ETAR de Arruda avança em Setembro


Um novo concurso para a empreitada de concepção-remodelação da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Arruda dos Vinhos deverá ser lançado em Setembro. Os dois primeiros concursos ficaram “desertos” e a Águas do Tejo Atlântico anunciou, esta segunda-feira, que vai clarificar o caderno de


encargos e aumentar o preço-base para tentar avançar com a empreitada. A falta de capacidade da antiga ETAR tem gerado problemas de poluição do Rio Grande da Pipa. A Águas do Tejo Atlântico (Adta) está a preparar o lançamento deste terceiro concurso para a reformulação e ampliação da ETAR de Arruda dos


Vinhos. O equipamento não tem capacidade para tratar o volume e as características dos efluentes domésticos e industriais que ali afluem, mas o processo de remodelação arrasta-se há perto de sete anos. Os dois anteriores concursos, lançados em 2019 e 2020, ficaram “desertos” (sem concorrentes validados)


e a única solução será, agora, tentar resolver a situação com um terceiro concurso, em que o caderno de encargos seja mais “preciso” e o preço-base superior aos anteriormente definidos. No dia 24, autarcas municipais de Arruda e responsáveis da AdTA visitaram a antiga ETAR (inaugurada em 2004)


e anunciaram a preparação do novo concurso. “Com o aumento do preço-base e uma melhor clarificação daquilo que é o projecto de requalificação da própria ETAR, esperamos ter condições para termos empresas interessadas em poder fazer esta obra”, observou Hugo Pereira, vice-presidente da AdTA,


frisando que o objectivo é transformar a ETAR de Arruda numa verdadeira “fábrica da água”, que “cumpra as licenças de descarga” e “possa servir numa lógica de economia global e circular, com a reposição da água e o aproveitamento das lamas”. Hugo Pereira admitiu que a actual situação tem gerado


“reclamações de muitas pessoas” e que a Câmara de Arruda tem insistido na necessidade de resolver este problema, que está contemplado no contrato de concessão da AdTA. “Temos a expectativa de conseguir criar aqui uma ETAR de terceira-geração, que permita não só tratar os esgotos, mas também utilizar um


recurso hídrico que, depois de tratado, pode ser incorporado dentro de uma lógica de economia circular”, referiu, por seu turno, André Rijo, presidente da Câmara de Arruda, explicando que visitou, também no dia 24, algumas das empresas que encaminham efluentes para a ETAR e que “hoje em dia, a qualidade dos


esgotos que são ligados aqui é muito melhor do que era há três/quatro anos. Temos que continuar a caminhar. Em 2013 eram tratados apenas cerca de 40 por cento dos esgotos produzidos no concelho (15 500 habitantes). E, hoje, essa percentagem de tratamento é de cerca de 75 por cento”, acrescentou o edil arrudense.


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