Maior linha de produção da Cimpor de Alhandra reabriu renovada
- Jorge Talixa

- 12 de mai.
- 2 min de leitura

A renovada Linha 7 do Centro de Produção de Alhandra da Cimpor retomou, nos últimos dias, o seu funcionamento, depois de uma profunda obra de modernização. A principal linha de fabrico da cimenteira alhandrense reduziu, assim, fortemente o seu impacto ambiental.
“Com esta intervenção, a Cimpor estima uma redução anual de cerca de 190 mil toneladas de emissões de CO₂, contribuindo de forma relevante para a diminuição do impacto ambiental da sua actividade”, sustenta a empresa, que celebra este ano os seus 50 anos de existência e promete investir cerca de 135 milhões de euros na descarbonização da sua fábrica de Alhandra, contando com o apoio de fundos do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
“Esta nova linha representa um salto significativo na eficiência e sustentabilidade da unidade de Alhandra, preparada para os desafios das próximas décadas”, diz Mário Lopes, director do Centro de Produção de Alhandra. O investimento da modernização da Linha 7 integra “uma estratégia mais ampla, financiada pelo programa Next Generation EU, através do Plano de Recuperação e Resiliência, com foco na redução de emissões de CO₂ e na descarbonização do sector cimenteiro.
Incluiu uma torre de pré-aquecimento completamente nova, mais eficiente, com a incorporação de um pyro-rotor, trabalhos de melhoria no forno, bem como a instalação de um bypass para controlo de cloro, que em conjunto permitem uma maior incorporação de combustíveis alternativos”, explica a Cimpor.
Foram, também, introduzidas “melhorias nos sistemas de motorização e nos circuitos de gases e ar. Em conjunto com a instalação de um novo arrefecedor de clínquer e de um moinho de cru vertical, estas melhorias aumentam significativamente a eficiência energética da linha.
Estas intervenções contribuirão para uma redução sensível do consumo eléctrico específico da nova Linha 7”, acrescenta a cimenteira, frisando que o projecto da Linha 7 inclui, ainda, a instalação de uma unidade de recuperação de calor dos gases quentes da linha de cozedura para produção de energia eléctrica, que “reforçará o desempenho ambiental e a eficiência operacional da linha”.
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