Igreja Matriz de Samora é candidata às Novas 7 Maravilhas
- Jorge Talixa

- 27 de mai.
- 2 min de leitura

A Igreja Matriz de Samora Correia é um dos valores patrimoniais portugueses aprovados na primeira fase do concurso Novas 7 Maravilhas de Portugal, que está a ser desenvolvido em parceria com a TVI. De acordo com a Câmara de Benavente, a candidatura da Igreja Matriz samorense já recebeu o selo oficial e integra, assim, o grupo de 629 patrimónios candidatos que serão avaliados por um painel de 140 especialistas, no próximo dia 29 de Maio. Este painel de especialistas definirá quais serão os 147 patrimónios nomeados que seguirão para votação pública ao longo dos próximos meses.
Inaugurada em 1721, depois do anterior templo existente no local ter ficado destruído três anos antes, foi mandada erigir pelo pároco Henrique da Silva Araújo e consagrada a Nossa Senhora da Oliveira, padroeira de Samora Correia. Na década passada beneficiou de amplas obras de reabilitação, desenvolvidas por uma comissão específica criada para assinalar os 300 anos da Igreja Matriz de Samora Correia. Intervenções que contaram, também, com um importante contributo financeiro da Câmara de Benavente.
Classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1957, a igreja “destaca-se como um notável exemplar do património barroco do século XVIII, reunindo elementos únicos de elevado valor artístico, histórico e cultural”, sublinha a edilidade benaventense, realçando “os extensos painéis de azulejos setecentistas dedicados ao Apóstolo São Tiago, a rara representação de São Tiago como “peregrino-guerreiro” e os magníficos altares em talha dourada”.
Esta aprovação da candidatura “é já uma conquista e um momento de orgulho para Samora Correia e para todo o concelho, reafirmando o compromisso do Município em valorizar e preservar todo o seu património histórico”, acrescenta a Câmara de Benavente, frisando que o “Novas 7 Maravilhas de Portugal®” é um projecto que “pretende voltar a colocar o património no centro da agenda nacional, promovendo a identidade, a memória e a diversidade dos territórios portugueses”.
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