• Jorge Talixa

Funcionários do CBEI pedem apoio da Câmara


Funcionários do Centro de Bem-Estar Infantil (CBEI) de Vila Franca de Xira dirigiram uma carta à câmara vila-franquense onde apelam à manutenção do apoio da autarquia e à reversão da decisão de suspender o protocolo existente relativo ao programa “Escola a Tempo Inteiro”. A missiva,


que foi lida na última sessão camarária, solicita que o Município “se possa manter solidário” com a situação do CBEI, “com as crianças e jovens e, sobretudo, com os cerca de 60 funcionários que asseguram o funcionamento do CBEI e com os 120 utentes que ainda resistem”.


“É a paz social e a função educativa que está em causa”, prossegue a carta, considerando que a decisão de suspender o protocolo não é motivada por falta de profissionalismo dos funcionários “nem pela falta de vontade de fazer as coisas bem”. “Com certeza não ficámos felizes quando começámos a ver crianças a


saírem do CBEI. Aumentou em nós o desespero ao vermos fecharem várias salas. Ainda assim, vivemos o CBEI como verdadeiro lar e continuamos a dar o nosso melhor. A gestão da nossa instituição parece ter perdido os objectivos iniciais da sua fundação”, acusam os autores da carta,


frisando que enquanto alguns colegas estão “assoberbados” de trabalho, outros estão em lay-off ou “com processos disciplinares com vista ao despedimento”. O documento acrescenta, ainda, que os funcionários do CBEI continuam sem receber parte do subsídio de férias de 2020 e a totalidade do subsídio de Natal.


Alberto Mesquita, presidente da Câmara de Vila Franca, depois de ler esta missiva, sublinhou que a autarquia “tem estado preocupada com todo o envolvimento que tem acontecido no CBEI”. Segundo o edil, a Câmara já reuniu diversas vezes com os órgãos administrativos da instituição,


com representantes dos pais e dos sindicatos e com a Segurança Social, “no sentido de perceber de que forma é que a Câmara pode ser um factor de ajuda neste processo. Não é a primeira vez que o CBEI tem vencimentos em atraso. Há muitos anos atrás também aconteceu,


mas nessa altura o CBEI soube ultrapassar essas dificuldades. E espero que, nesta altura, também as consiga ultrapassar. Tive oportunidade de dizer à Segurança Social que o Fundo de Socorro Social é absolutamente imprescindível para tirar o CBEI do sufoco financeiro em que está”,


salientou Alberto Mesquita, considerando que, para tal, é necessário entregar documentação que ainda não terá sido entregue à Segurança Social. “Ou se encontra uma solução ou a casa pode vir a ter que fechar portas”, alertou Alberto Mesquita, vincando que a suspensão do protocolo da “Escola a Tempo Inteiro”


se deveu ao facto de do Agrupamento de Escolas ter manifestado que “o serviço que estava a ser prestado era um mau serviço. Havia dificuldades várias e vamos ter que encontrar outra solução, que já estamos a procurar. O que todos nós queremos é que o CBEI ultrapasse estas dificuldades”, rematou Alberto Mesquita.


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