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  • Joel Balsinha e Jorge Talixa

Cirurgia e consultas mais afectados pela greve dos médicos


A greve convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) para os dias 13 a 14 está a afectar também o funcionamento do Hospital de Vila Franca de Xira.


A paralisação reivindica melhores condições de trabalho e “salários dignos” para os profissionais de medicina e incide sobre as unidades de saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Para 27 e 28 de Setembro estão marcadas novas greves nesta mesma área.


De acordo com o Hospital de Vila Franca de Xira, “os serviços cujo funcionamento foi mais impactado com a greve de médicos em curso foram o Serviço de Cirurgia e a Consulta Externa”.


A unidade hospitalar que serve 250 mil habitantes da região assegura que “os utentes afetados por esta greve serão remarcados para novas datas”.


Esta paralisação foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que aponta a “ausência de consenso” nas negociações entre sindicatos dos médicos e o Ministério da Saúde.


As estruturas sindicais apresentaram um caderno reivindicativo, que exige, entre outros compromissos, “uma grelha salarial adequada à sua formação”.


São abrangidos entre outros, os hospitais de Vila Franca de Xira, Beatriz Ângelo de Loures, Garcia de Orta de Almada, Dr. José de Almeida de Cascais e os centros hospitalares de Barreiro-Montijo, Setúbal e Psiquiátrico de Lisboa.


A estes estabelecimentos juntam-se os profissionais do Instituto de Oftalmologia Gama Pinto (Lisboa), o IPO de Lisboa e o Departamento Medicina Desportiva do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), bem como dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) de Cascais, Loures/Odivelas, Estuário do Tejo, Almada/Seixal, Arco Ribeirinho e Arrábida.


A pretensão de “uma proposta de grelha salarial que reponha a carreira das perdas acumuladas por força da erosão inflacionista da última década e que posicione com honra e justiça toda a classe médica, incluindo os médicos internos, na Tabela Remuneratória Única da função pública” é uma das reivindicações.


A “Carta aberta aos Utentes do SNS” veiculada pelo SIM anuncia os motivos da greve e reforça a motivação dos médicos com esta iniciativa para “melhorar os cuidados de saúde dos portugueses”.


O documento refere que o "atual SNS não sobrevive sem milhões de horas extras e o esforço desumano dos médicos, o que coloca em risco a sua saúde e a saúde de quem assistem. Não é possível continuar neste caminho!


Os médicos não são super-heróis, a quem tudo pode ser exigido sem necessidade de descanso. Não querem o regime de 52 horas de trabalho semanais proposto pelo Governo, porque isso põe em risco a segurança clínica.


Afinal o que querem os médicos? Tão-somente salários dignos, adequados à sua formação e à responsabilidade da sua profissão, horários de trabalho humanos e tempo para ter uma família e se atualizarem cientificamente”.


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