• Jorge Talixa

Câmara compra piscinas do Alhandra


A Câmara de Vila Franca de Xira vai comprar o complexo de Piscinas do Alhandra Sporting Club. Os termos do acordo foram aprovados, esta quarta-feira, em sessão camarária e envolvem uma verba de 350 mil euros. A gestão do complexo passará a ser feita pela câmara nas mesmas condições das restantes piscinas municipais e o Alhandra pagará uma verba pela utilização dos seus atletas.


A proposta foi aprovada, por unanimidade, na reunião camarária desta quarta-feira. Alberto Mesquita, presidente da edilidade vila-franquense, sublinhou que há momentos em que é necessário tomar decisões e que se concluiu, após várias reuniões com a direcção do Alhandra, que as dificuldades de gestão das piscinas (agravadas com a pandemia) exigiam medidas imediatas.


“Concluímos que atribuir algum encaixe financeiro ao Alhandra para dar algum equilíbrio não era solução. Só havia, portanto, duas opções. A primeira era fechar as piscinas, com todos os prejuízos que isso teria para a população e para os atletas. A outra era a Câmara passar a gerir aquelas piscinas como um equipamento do seu património. Não é uma decisão fácil, mas é a melhor decisão nesta altura”, vincou o edil. Carlos Patrão,


vereador do Bloco de Esquerda, observou que a proposta prevê o pagamento de 350 mil euros pelo complexo de piscinas, mas que a documentação associada fala numa dívida à banca de 400 mil euros. Quis, por isso, saber como é que será tratada a diferença e como é que os atletas do Alhandra terão acesso às piscinas. Alberto Mesquita explicou que o Alhandra vai passar a pagar a utilização das piscinas,


de acordo com um protocolo a celebrar e em condições semelhantes às que são praticadas para outras colectividades que utilizam piscinas municipais. O presidente da Câmara acrescentou que as dificuldades acentuaram-se com a pandemia e que, ultimamente, os atletas treinavam nas piscinas de Alhandra com água fria. “As dívidas são vultuosas, não é só a questão da banca.


O que poderia vir a acontecer era que um credor pudesse vir a pedir a insolvência do clube e ficávamos ali com umas piscinas que seriam colocadas à venda, o que poderia ser uma situação catastrófica se não tomássemos esta decisão. Se assim não fosse, poder-se-ia perder definitivamente aquele equipamento”, constatou Alberto Mesquita.


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