• Jorge Talixa

Novo foco de Azambuja já tem 114 casos


O novo foco de infecções com a covid-19 detectado, nas últimas semanas, no concelho de Azambuja já soma 114 casos, segundo revelou, este domingo, a directora-geral de Saúde. Graça Freitas adiantou que estão identificados 109 casos no complexo da Sonae e mais cinco casos noutras duas empresas do eixo Vila Nova da Rainha-Azambuja.

Anteriormente já se tinham manifestado 129 casos na unidade local da Avipronto. De acordo com Graça Freitas, os dados conhecidos apontam para um número elevado de contaminações ocorridas na habitação ou nos meios de deslocação utilizados por estes funcionários das unidades de grande distribuição do concelho de Azambuja.

Boa parte deles são imigrantes e muitos residem em alojamentos onde vive um número alargado de pessoas. As autoridades e a CP já desenvolveram campanhas de sensibilização para os comportamentos mais adequados nas estações ferroviárias e pretendem estender essas acções às zonas de residência, que se espalham por mais de uma dezena de concelhos da região.

Marta Temido, ministra da Saúde, afiançou que, na próxima semana, serão alargados os contactos das autoridades de saúde e autárquicas com estas empresas para aprofundar as medidas preventivas. “É uma situação que temos estado a acompanhar, ao fazermos mais testes são conhecidos mais casos positivos.

A última actualização indica 109 casos positivos na Sonae de Azambuja, que estão todos bem, com sintomas muito ligeiros. Logo que detectados, as pessoas são colocadas em isolamento pelo menos por 14 dias. Há apenas um internado em enfermaria, com situação estável do ponto de vista clínico”, acrescentou Graça Freitas, directora-geral de Saúde, reconhecendo que um teste é como uma fotografia, porque traduz apenas a situação do momento.

A responsável da DGS salientou que uma pessoa com teste negativo num dia, pode ter teste positivo no dia seguinte, devido à forma como evoluiu a eventual infecção. “Nas entidades empregadoras há regras para os trabalhadores. Os circuitos de entrada e de saída são pontos críticos, assim como os próprios circuitos dentro das empresas que utilizam espaços comuns. São fenómenos complexos”, admitiu Graça Freitas, frisando que as condições de coabitação são outra preocupação.

“Portugal é dos países que faz mais testes e procuramos fazê-los de acordo com a maximização e a avaliação dos riscos”, concluiu. A Sonae revelou, entretanto, que pretende alargar os testes a todos os 800 funcionários da Sonae MC. Os sindicatos têm reclamado testes aos 3 mil funcionários de todo o complexo (entreposto) da Sonae.

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