• Jorge Talixa

Tensão e algumas explicações na reunião do CBEI


Cerca de 200 pais e associados do Centro de Bem-Estar Infantil (CBEI) participaram, este sábado, numa reunião de esclarecimento sobre a situação da instituição vila-franquense. As perguntas foram muitas, mas a tensão e as interrupções constantes

deixaram ainda muita coisa por esclarecer. A direcção acabou por responder a várias questões dos pais e associados presentes, garantindo que o CBEI tem viabilidade, que está a tentar resolver os problemas mais imediatos e que vai reabrir a escola de natação “Os Golfinhos” a 3 de Fevereiro. A reunião realizada no salão de convívio da

Escola Secundária Alves Redol foi convocada na sequência de uma solicitação assinada por 136 pais e associados do CBEI. Uma porta-voz do grupo de pais vincou que toda a gente tem como objectivo resolver a situação que o CBEI atravessa, porque “o CBEI é de todos”. Depois, outra porta-voz do grupo, observou que os pais e

associados subscritores do abaixo-assinado pretendiam que a direcção respondesse a 14 questões. Queriam saber os motivos da falta de liquidez registada em Dezembro que levou aos salários em atraso, qual o valor total da dívida do CBEI, qual o valor total da dívida aos prestadores de serviços, qual o valor total das dívidas a fornecedores e ao

Estado, qual o valor dos empréstimos bancários, quando será possível estabilizar a situação e que estratégia tem a direcção para fazer face a esta falta de liquidez, entre outras questões. Gil Teixeira, presidente da direcção do CBEI, garantiu, depois, que “nada há a esconder e que tudo é transparente” e lamentou “tudo o que se tem dito” em

prejuízo da imagem e do trabalho do CBEI. Segundo o presidente da instituição vila-franquense, nos últimos anos tem-se registado uma redução significativa no número de utentes e no valor das mensalidades pagas pelos utentes, o que, associado aos aumentos de vencimentos determinados pelos contratos colectivos, tem levado a que

parte das valências do CBEI dêem prejuízo. Gil Teixeira garantiu, todavia, que o CBEI é viável e que a direcção aguarda para muito breve a aprovação de uma linha de crédito bancário, que permitirá começar a regularizar os salários e lançar alguns projectos (entre eles uma clínica de neurodesenvolvimento) que gerem alguns lucros. O CBEI

deverá recorrer, também, a um apoio do Fundo de Socorro Social da Segurança Social, o que lhe permitirá equilibrar a tesouraria, mas obrigará também a um plano de reestruturação e reorganização. “O CBEI não está insolvente, nem nada disso. Vamos continuar a cumprir com os utentes como temos cumprido até agora. De facto, estamos

com um problema de receitas, que estão abaixo das expectativas. Não pensávamos ter mensalidades tão baixas como temos este ano. Terão que ser outras actividades a gerar lucros para combater este défice, temos que encontrar outras fontes de receita”, rematou o presidente do CBEI.

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