• Jorge Talixa

Oeste apresenta novos passes em Arruda


Os utentes de transportes públicos da região Oeste passaram a dispor de passes mais baratos nas ligações para Lisboa. A região Oeste quer manter, assim, condições de competitividade e de equilíbrio com a Área Metropolitana de Lisboa. Mas o “pacote” pode custar 1, 7 milhões de euros aos municípios em 2020. Em causa está, sobretudo,

a decisão da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) de avançar com a criação de um passe inter-regional que permita que os cerca de 5000 residentes que viajam diariamente entre o Oeste e a Área Metropolitana de Lisboa (AML) paguem, agora, 70 euros mensais e não mais de 100 euros, como acontecia no ano passado. A

medida entrou em vigor a 1 de Janeiro e foi apresentada, esta semana, em conferência de imprensa realizada no Terminal Rodoviário de Arruda dos Vinhos. Os autarcas da região sublinham que, por razões de “competividade” regional, consideraram fundamental aproximar o valor destes passes inter-regionais do preço praticado na AML

com o chamado passe metropolitano (40 euros mensais). Se assim não fosse, admitiam que o Oeste viesse a perder empresas e população residente devido à discrepância entre os preços dos passes na AML e nos concelhos do Oeste mais próximos (Alenquer, Arruda, Sobral e Torres Vedras). André Rijo, presidente da Câmara de Arruda

dos Vinhos, observou que esta nova formulação do PART na região Oeste procura ser coerente e responder aos problemas de equidade e de justiça social da anterior. O autarca do PS disse, no entanto, acreditar que o Governo estará sensível às especificidades da região Oeste. “Temos alguma expectativa nisso e esperamos que os

deputados da região façam o seu trabalho em sede de comissão e viabilizem um orçamento que possa fazer justiça relativa àquela que é a terceira operação nacional em termos de transportes. Significa isto que a OesteCIM reivindica mais dinheiro para aplicar este novo modelo. Se não conseguirmos ter sucesso, cá estaremos para

assumir as nossas responsabilidades. Se tudo isto falhar, os municípios chegar-se-ão à frente, porque é essa a nossa missão na defesa da competitividade do nosso território”, vincou André Rijo, frisando que “se nada fizéssemos, olhando ao que está a ser feito na AML, perderíamos empresas e perderíamos pessoas”. Segundo explicou Paulo Simões,

secretário executivo da CIMOeste, a aplicação do PART, entre Abril e Dezembro de 2019, custou cerca de 1, 9 milhões de euros na região Oeste. Destes, cerca de 600 mil euros foram comparticipados directamente pelos municípios. Agora, com os 12 meses do ano e com os ajustes gerados pela criação dos passes inter-regionais, Paulo Simões

estima que a aplicação do PART exija perto de 4 milhões de euros, ao longo de todo o ano, na região Oeste. Segundo referiu, já se sabe que o Estado central vai transferir 1, 7 milhões de euros para a região para este fim e a AML também deverá contribuir com cerca de 260 mil euros para os passes inter-regionais. Por isso, de acordo com Paulo

Simões, tudo isto ainda sofrerá ajustes resultantes da evolução da procura e das negociações com os operadores de transportes, mas faltarão cerca de 1, 7 milhões de euros, valor que as câmaras esperam que ainda tenha alguma comparticipação do Estado central. António Andrade, representante da Boa Viagem (empresa do Grupo

Barraqueiro que serve os concelhos do sul da região Oeste) revelou que, desde Abril, o número de passes vendidos na região praticamente duplicou. Acrescentou, também, que, já a partir de Fevereiro, a empresa vai reforçar as ligações entre os concelhos de Arruda e Sobral Monte de Agraço e a cidade de Lisboa.

Saiba mais na Edição impressa de 15 de Janeiro do Voz Ribatejana

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